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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Senado aprova impeachment, Dilma perde mandato e Temer assume


Do G1, em Brasília


Presidente afastada perdeu mandato por 61 votos favoráveis e 20 contrários.
Oficiais de justiça notificarão Dilma; sessão do Congresso dará posse a Temer.



O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (31), por 61 votos favoráveis e 20 contrários, o impeachment de Dilma Rousseff. A presidente afastada foi condenada sob a acusação de ter cometido crimes de responsabilidade fiscal – as chamadas "pedaladas fiscais" no Plano Safra e os decretos que geraram gastos sem autorização do Congresso Nacional.

A decisão foi tomada na primeira votação do julgamento final do processo de impeachment. A pedido de senadores aliados de Dilma, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, decidiu realizar duas votações no plenário.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Dilma perde no Senado e é afastada da Presidência

Do Fernando Martins, enviado especial da Gazeta do Povo

Afastamento foi confirmado por 55 votos a 22. Vice-presidente Michel Temer assume o cargo ainda nesta quinta-feira (12)


Presidente Dilma Rousseff ficará afastada do cargo por 180 dias antes do julgamento do impeachment novamente no Senado. Evaristo Sá/AFP

Senado aprovou na madrugada desta quinta-feira (12) o afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT) por até 180 dias. Foram 55 votos a favor do prosseguimento do impeachment e 22 contra.
 
O placar da votação foi uma dupla vitória da oposição: além de tirar Dilma temporariamente da Presidência, o número de votos sinaliza que há apoio suficiente para a presidente sofrer o impeachment definitivo no julgamento do Senado, que tem de ocorrer até novembro.

domingo, 6 de março de 2016

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Dilma é um sucesso! #Sqn


"A avaliação positiva do governo Dilma Rousseff variou de 9% em outubro de 2015 para 11,4% em fevereiro deste ano", diz o Estadão, citando pesquisa da MDA, encomendada pela CNT.
Dilma Rousseff deve estar festejando: 11,4!
Nesse caso, ela pode festejar também o fato de que seu desempenho pessoal é reprovado por apenas 73,9% dos brasileiros.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Moro diz ao TSE que houve propina para doações eleitorais registradas


Juiz da Lava-Jato sugere que seis delatores sejam ouvidos pelo tribunal; segundo Moro, ficou 'comprovado o direcionamento de propinas acertadas no esquema criminoso da Petrobras para doações eleitorais registradas' 

A constatação do juiz foi encaminhada ao TSE em outubro do ano passado após um pedido de informação do ministro João Otávio de Noronha, corregedor-geral da Justiça Eleitoral. Em ofício, Moro ressaltou que os delatores Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa, Pedro José Barusco Filho, Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, Milton Pascowitch e Ricardo Ribeiro Pessoa confessaram à Justiça que parte dos recursos acertados no esquema criminoso da Petrobras eram destinados a “doações eleitorais registradas e não-registradas”.
O juiz sugere que eles sejam ouvidos pelo TSE, uma vez que os “depoimentos abrangem diversos assuntos”.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Fruet assina manifesto contra impeachment de Dilma

Do Esmael Morais

Presidente Dilma Rousseff (PT) recebeu nesta segunda-feira (14), como presente de aniversário, um manifesto contra o impeachment subscrito por 16 prefeitos de capitais, dentre eles Gustavo Fruet (PDT); petista completou hoje 68 anos; abaixo, leia a íntegra da carta contra o golpe e em defesa da democracia.
Presidente Dilma Rousseff (PT) recebeu nesta segunda-feira (14), como presente de aniversário, um manifesto contra o impeachment subscrito por 16 prefeitos de capitais, dentre eles Gustavo Fruet (PDT); petista completou hoje 68 anos; abaixo, leia a íntegra da carta contra o golpe e em defesa da democracia.
O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), está entre os 16 que subscreveram um manifesto de prefeitos de capitais contra o impeachment e em apoio a presidente Dilma Rousseff (PT).
Em 2012, na eleição, Fruet recebeu apoio político de Dilma e puxou o PT para aliança dando-lhe a vice.
O diretório municipal do PT de Curitiba “amoleceu o coração” com o gesto de Gustavo Fruet. O partido cogita candidatura própria em 2016, o que significa romper a aliança com o pedetista.

Abaixo, leia a íntegra do manifesto de apoio dos prefeitos à presidente da República:
Nota à imprensa – EM DEFESA DAS INSTITUIÇÕES BRASILEIRAS
Nós, prefeitos de capitais brasileiras, repudiamos o acolhimento do pedido de abertura de impeachment contra a Presidenta da República, acatado pelo presidente da Câmara Federal.
Devemos respeitar a vontade da população que conferiu à Presidenta da República o exercício de seu mandato. A Presidenta Dilma Rousseff tem demonstrado retidão institucional e compromisso público no exercício de suas funções.
Vale ressaltar que a análise do pedido de afastamento se inicia eivada de vícios, o que denota condução desvirtuada do processo. Por isso, os efeitos foram responsavelmente suspensos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) até a decisão do Plenário daquela instituição.
A banalização do uso do dispositivo legal do impeachment fragiliza as instituições e atenta contra a democracia. No pedido acolhido pela Presidência da Câmara dos Deputados não há atos ou fatos que respaldem o início de um processo dessa natureza. A peça se apoia em ilações e suposições que tentam, sem consistência jurídica, imputar responsabilidade à Presidenta da República, como em pedidos rejeitados anteriormente.
As dificuldades pelas quais passa o Brasil não serão superadas a partir do desrespeito à ordem constitucional. Pelo contrário, um processo com essas características fere e desestabiliza o País. Por fim, acentuamos que o diálogo nacional deve se apoiar primordialmente no respeito à civilidade democrática e ao resultado das urnas nas últimas eleições.
Brasília, 14 de dezembro de 2015
Alcides Bernal

Prefeito de Campo Grande

Carlos Eduardo Alves

Prefeito de Natal

Edivaldo Holando Junior

Prefeito de São Luís

Fernando Haddad

Prefeito de São Paulo

José Fortunati

Prefeito de Porto Alegre

Marcus Alexandre

Prefeito de Rio Branco

Roberto Cláudio

Prefeito de Fortaleza

Carlos Amastha

Prefeito de Palmas

Clécio Luiz

Prefeito de Macapá

Eduardo Paes

Prefeito do Rio de Janeiro

Gustavo Fruet

Prefeito de Curitiba

Luciano Cartaxo

Prefeito de João Pessoa

Paulo Garcia

Prefeito de Goiânia

Teresa Surita

Prefeita de Boa Vista

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Aberto oficialmente o processo de IMPEACHMENT contra Dilma Rousseff

Via Implicante


Eduardo Cunha fez o anúncio ao vivo, em entrevista coletiva no início desta noite.

Agora, é oficial! O Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, acaba de anunciar, em entrevista coletiva, a abertura de um dos pedidos de Impeachment de Dilma Rousseff. Cabe agora ao plenário da Casa votar. E, a nós, cabe FISCALIZAR cada deputado, cobrando que vote de acordo com a vontade de seus eleitores, a vontade do povo.
Enfim, o processo avançou e as coisas andaram! É hora de seguir adiante com o FORA, DILMA!
Vamos cobrar os deputados, vamos manter os olhos abertos e cobrar de cada um deles uma posição correta, clara e objetiva. Sem acordinho ou acordão.
Leia também: Brasileiros gastam com Dilma o dobro do que britânicos gastam com a rainha Elizabeth II

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Panelaço contra o programa do PT


Em Curitiba, o panelaço durante o programa do PT na televisão aconteceu em muitos pontos da cidade. De bairros da classe média alta aos periféricos da população mais pobre. Além de moradores batendo panela, também foram ouvidos gritos de “Fora Dilma” e “Fora PT”. No centro da cidade, um buzinaço de protesto contra Dilma, Lula e o PT.
Veiculado na noite desta quinta-feira, o programa partidário do PT — que mostrou a presidente Dilma Rousseff dizendo que “sabe suportar pressões e injustiças” —, foi alvo de protestos em todas as regiões do país. Apesar de o fim da inserção, que durou 10 minutos, ironizar os panelaços, moradores das cidades brasileiras bateram panelas ao mesmo tempo em que a propaganda do partido era exibido na TV.



Veja: 

“A pior da história”, análise do Instituto Teotônio Vilela (ITV)


Dilma-Foto-George-Gianni-1™Quando o assunto é Dilma Rousseff e o governo do PT, nada é tão ruim que não possa piorar. A petista ostenta agora o título de presidente da República mais mal avaliada e mais rejeitada da história brasileira. Sua ficha de serviços prestados à nação justifica com sobras a baixa popularidade.
Segundo pesquisa do Datafolha divulgada hoje, 71% dos brasileiros consideram o governo atual ruim ou péssimo. Nem Fernando Collor às vésperas do impeachment foi tão rejeitado. Na ponta oposta, apenas 8% ainda avaliam a gestão Dilma como ótima ou boa. Nunca tão poucos foram favoráveis a um governo.
A ojeriza a Dilma é ampla, geral e praticamente irrestrita. Em todas as regiões, em todas as faixas de renda e em todas as idades, a presidente é majoritariamente rejeitada. Na média e em todos os estratos, dois de cada três brasileiros rechaçam o governo dela – no Nordeste, a desaprovação chega a 66%; entre os mais pobres, alcança 69%. Este beco parece não vislumbrar saída.
O Datafolha perguntou a 3,3 mil brasileiros se consideram que o Congresso deve abrir processo de impeachment da presidente. 66% responderam que sim, com alta de três pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, realizado em abril. 38% creem que Dilma será afastada do cargo – eram 29% há quatro meses.
Não se pode dizer que Dilma Rousseff não seja inteiramente responsável pelo inferno em que se encontra. O desastre foi ela quem lavrou. Esta erva daninha, foi ela quem semeou.
A crise econômica é fruto de escolhas equivocadas que ela aprofundou – e produzirá dois anos de recessão, como não ocorria no país desde a Grande Depressão, nos anos 1930. A desagregação política decorre da arrogância com que Dilma tentou administrar o país. A conflagração social é o estuário dramático de mentiras e erros cometidos em série.
Nem seus pares veem na presidente condições de superar as dificuldades. Como quem não enxerga na petista a líder que o momento clama, o vice-presidente está em busca de “alguém (que) tenha capacidade de reunificar a todos”. Até Lula parece entregar os pontos: nem uma improvável recuperação econômica é capaz de salvar Dilma e seu partido.
A crise aumenta de tamanho a cada mês, a cada semana, a cada dia. Pode ficar “desagradável”, no dizer de Michel Temer, para quem, duas semanas atrás, só havia uma “crisezinha”. Não: já está bem pior que desagradável. Quem trabalha, quem produz e quem investe no país – ou pelo menos tenta – sabe bem disso.
Nesta noite de quinta-feira, a legenda que produziu esta desestruturação e a chefe de governo que a levou ao paroxismo irão à TV defender seu projeto. Serão recebidos com a trilha sonora de milhões de panelas país afora, em repúdio à presidente da República e ao partido que têm muito a pagar e nada mais a oferecer ao país e aos brasileiros.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Aprovação do governo Dilma cai e é de 9%, aponta pesquisa CNI/Ibope

Por Ig São Paulo

Das 2.002 pessoas consultadas entre os dias 18 e 21 de junho, em 141 cidades, 68% consideram a gestão da petista péssima

Pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quarta-feira (1) mostra o governo Dilma com 9% de aprovação. O índice é três pontos percentuais menor em relação à última pesquisa do instituto, divulgada no dia 1º de abril deste ano. 
O levantamento informa ainda que 83% desaprovam a maneira de governar da presidente e 78% não confiam em Dilma Rousseff. Para 90% dos entrevistados, os principais problemas do governo Dilma são os impostos e as taxa de juros.
"As maiores reduções da popularidade ocorrem nos estratos em que a presidente tende a ser melhor avaliada, ou seja, entre as pessoas com renda familiar baixa, os que residem na região Nordeste, os que possuem baixo grau de instrução e na faixa da população com 55 anos ou mais", diz a pesquisa.

sábado, 20 de junho de 2015

Datafolha: Reprovação a Dilma chega a 65%

(via O Globo)

Numa simulação para presidente, Aécio aparece com 10 pontos de vantagem sobre Lula; maioria acha que situação econômica vai piorar

O governo da presidente Dilma Rousseff foi avaliado como ruim ou péssimo por 65% dos eleitores, segundo pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado. É um recorde. Segundo o instituto, essa taxa de reprovação só não é maior do que a do ex-presidente Fernando Collor de Mello no período pré-impeachment, em setembro de 1992. Na época, Collor era rejeitado por 68% dos brasileiros.

A pesquisa ouviu 2.840 pessoas; a margem de erro é de dois pontos percentuais.

CORRIDA PRESIDENCIAL

O instituto também simulou um cenário de corrida eleitoral para a Presidência da República. Aécio Neves (PSDB-MG) alcançou 35% das intenções de voto — 10 pontos à frente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Marina Silva aparece com 18%. Com Geraldo Alckmin (PSDB-SP) no lugar de Aécio, Lula e Marina empatariam tecnicamente em primeiro lugar, com 26% e 25% _ deixando Alckmin em terceiro, com 20%.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), aparece com 2% no primeiro cenário (com Aécio) e 3% no segundo (com Alckmin).

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Aécio chama Dilma de “covarde” por evitar discurso na TV

com informações da Gazeta do Povo
No ato do 1º de Maio promovido pela Força Sindical, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), chamou a presidente Dilma Rousseff de covarde por ter optado por não se pronunciar na TV em razão do Dia do Trabalho. Já o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SD-SP) a chamou de desgraçada e puxou coro de “fora, Dilma” em cima do palco.
Para Aécio, o dia será lembrado como o dia de vergonha já que a presidente não se pronunciou na TV, como é de praxe no Dia do Trabalho.
Esse 1º de Maio será lembrado como o dia da vergonha. A previdente não teve coragem de dizer aos trabalhadores que eles vão pagar o preço mais duro desses ajustes. A presidente da República se esconde hoje daqueles que vem sustentando esse Brasil. A irresponsabilidade do governo do PT faz com que os trabalhadores não tenham nada a celebrar”, afirmou o senador.

terça-feira, 21 de abril de 2015

PT teme fechar as portas por conta da Lava Jato, afirma jornal



O Partido dos Trabalhadores teme ter que fechar suas portas por conta das investigações da Operação Lava Jato. A cúpula petista teme que as ações dos investigadores “inviabilizem” o funcionamento do partido e possam levar inclusive à cassação do registro da legenda. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.


A situação já era considerada crítica pela cúpula petista antes mesmo da prisão de seu então tesoureiro, João Vaccari Neto, na última quarta-feira (15). Segundo a Folha, pessoas ligadas ao partido acreditam que a operação fará com que o partido sofra sanções financeiras a fim de ressarcir os cofres públicos.



A multa, ainda de acordo com a Folha, giraria em torno do valor correspondente ao citado por Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras, afirmou ter passado ao PT e a Vaccari durante depoimento em delação premiada. Na ocasião, o ex-funcionário da estatal afirmou que o partido recebeu, entre 2003 e 2013, entre US$ 150 milhões em US$ 200 milhões.



A preocupação do PT se dá pela falta de recursos que a eventual multa geraria ao partido. Para efeito de comparação, o fundo partidário petista arrecadou em 2014 cerca de R$ 25 milhões, valor muito inferior ao da possível multa. A tática para se livrar da multa seria afirmar que os recursos de todos os partidos vinham das construtoras investigadas, fazendo com que todos também recebessem multa.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Tesoureiro do PT citado no petrolão é delegado da campanha de Dilma

(veja.com.br, de Marcela Mattos, de Brasília)

Documento obtido pelo site de VEJA mostra que João Vaccari Neto tem a função-chave de representar a candidata no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

João Vaccari Neto, bancário, tesoureiro do PT, ex-presidente da Bancoop, em 2010 (Sergio Dutti/AE/VEJA)
Desde que o depoimento do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa veio a público, a campanha da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) entrou em pânico: criou uma força-tarefa para evitar que as novas revelações causassem estrago no projeto de reeleição da petista, redobrou os ataques ao adversário Aécio Neves (PSDB) e barrou o depoimento do tesoureiro João Vaccari Neto à CPI da Petrobras. Não à toa: nove anos após o estouro do escândalo do mensalão, outro homem-forte responsável por cuidar das contas do partido aparece às voltas em um caso de corrupção, agora como o pivô de um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. Paulo Roberto Costa afirmou que parte da propina desviada da estatal chegou às mãos de Vaccari.  “Dentro do PT, a ligação que o diretor de serviços tinha era com o tesoureiro na época do PT, o senhor João Vaccari. A ligação era diretamente com ele”. Ainda segundo o delator, dois terços da propina ficavam para o PT quando a diretoria era comandada pelo PP. Já nos setores diretamente controlados por petistas, a propina seguia diretamente para o caixa do partido.

A função de Vaccari, no entanto, vai além de cuidar do financeiro do PT: ele tem posto privilegiado no projeto eleitoral da presidente Dilma. Documento obtido pelo site de VEJA mostra que o tesoureiro foi nomeado delegado da campanha de Dilma e tem a função-chave de representar a candidata no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Tamanha é a autonomia que Vaccari, tem, inclusive, a prerrogativa de fazer petições e assinar as credenciais dos fiscais da coligação.
Ao lado dele estão outros quatro delegados – todos ocupam posições no projeto de reeleição de Dilma: o secretário-geral do PT, Geraldo Magela, deputado federal derrotado na única vaga ao Senado pelo Distrito Federal; o ex-presidente do diretório paulista do PT e tesoureiro da campanha, Edinho Silva; o ex-ministro do TSE, Arnaldo Versiani, e Luis Gustavo Severo, ambos responsáveis pela área jurídica da campanha.
Embora tenha sido apontado como a ponte para o recebimento da propina, o PT tem se mostrando reticente em afastar o tesoureiro. Ao contrário: saiu em defesa dele e processou Paulo Roberto Costa por difamação.
Durante debate entre os candidatos à Presidência realizado no último domingo, Dilma evitou se voltar contra Vaccari. Questionada por Aécio se confia no tesoureiro, a presidente tergiversou: “Da última vez que um delator denunciou pessoas do seu partido, no caso do metrô e da compra dos trens, o senhor disse que não ia confiar na palavra de um delator. Eu sou diferente. Eu sei que há indícios de desvio de dinheiro. O que ninguém sabe é quanto foi e quem foi. Isso é muito importante”, disse. 

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Aécio 54% x Dilma 46%

(Da Revista Época)

Em levantamento exclusivo para ÉPOCA, o instituto Paraná Pesquisas ouviu 2.080 eleitores em 152 municípios


Aécio Neves (PSDB) largou na frente da presidente Dilma Rousseff (PT) neste início da campanha de segundo turno nas eleições presidenciais deste ano. É o que mostra uma pesquisa feita com exclusividade para ÉPOCA, pelo instituto Paraná Pesquisas. Se a eleição fosse hoje, Aécio teria 49% das intenções de voto contra 41% de Dilma. Não sabe ou não responderam somam 10%. Em votos válidos, Aécio tem 54%, e Dilma, 46%. Na pesquisa espontânea, em que não são apresentados os candidatos, Aécio tem 45%, e Dilma, 39%.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral, sob o número BR 01065/2014. Foram entrevistados 2.080 eleitores em 19 Estados e 152 municípios do dia 6 ao dia 8 de outubro.


terça-feira, 30 de setembro de 2014

Ibope: Aécio lidera no PR

(Do Fábio Campana)

aécio paraná - ibope

Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (30) mostra que no Paraná, o senador Aécio Neves (PSDB) subiu de 28% para 33% e lidera as intenções de voto para a presidência. Marina Silva (PSB) caiu 10 pontos e hoje tem 19%. Dilma Rousseff (PT) tinha 29% e agora aparece com 32%. Luciana Genro (PSol) e Pastor Everaldo (PSC) aparecem com 1% cada. Os outros seis candidatos não pontuaram. Eleitores que não sabem ou não responderam são 7%, enquanto 7% afirmaram votar branco ou nulo.
 
Na avaliação do governo de Dilma, os paranaenses se mostraram divididos: 35% avaliaram a administração petista como “ótima” ou “boa”, 33% consideram regular e 31% acham “ruim” ou péssima”. Além disso, 51% dos eleitores do estado desaprovam a forma que Dilma Rousseff administra o país

Metodologia
 
Pesquisa Ibope encomendada pela RPC TV. Foram entrevistados 1204 eleitores em 65 municípios entre os dias 26 e 28 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais e para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) sob o protocolo nº PR–00042/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral sob protocolo nº BR–00886/2014.
 
Na pesquisa anterior foram entrevistados 1.204 eleitores em 67 municípios do estado entre os dias 16 e 18 de setembro. A margem de erro é de três pontos porcentuais, para mais e para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) sob o protocolo nº PR–00037/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral sob protocolo nº BR–00685/2014.

sábado, 20 de setembro de 2014

Dilma: “No meu governo até o Eike entrou para a classe média”

(Via Sensacionalista)


Outros candidatos também repercutiram a queda do império de Eike. Marina Silva disse que é a favor do empobrecimento de Eike mas também é contra. Aécio Neves disse que se Eike tivesse ficado em Minas Gerais tudo seria diferente porque “Minas cresce mais do que o Brasil”, disse ele, sem explicar porque prefere ficar no Rio de Janeiro.
Eduardo Jorge foi procurado mas sua assessoria disse que ele estava numa viagem. A reportagem não procurou Levy Fidelix porque não queremos saber o que ele quer dizer.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A banqueira do PT está na cadeia

De Leonardo Souza, na Folha de S. Paulo
 
A banqueira de Marina é socióloga e educadora, autora de mais de dez livros, um deles ganhador do prêmio Jabuti na categoria de melhor livro didático. A banqueira de Marina é fundadora do Cenpec (Centro de Pesquisa para Educação e Cultura), referência nacional na produção de material didático, na formação de professores e na avaliação de escolas. Maria Alice Setubal anda de cabeça erguida e é festejada nos principais salões do país e no meio acadêmico como alguém que se dedica a melhorar a qualidade do ensino brasileiro. Especificamente nesta eleição, o “azar” de Neca, como Maria Alice é conhecida, foi nascer filha do dono do Itaú, Olavo Setubal, morto em 2008.
 
E a banqueira do PT? Onde está a banqueira do PT? As pessoas esqueceram quem é a banqueira do PT? Pois a banqueira do PT dorme num banco de concreto na penitenciária José Maria Alkimin, em Minas Gerais. Dona do Banco Rural, Kátia Rabello presidia a instituição à época do mensalão. Como presidente do Rural, segundo a Procuradoria-Geral da República, ela negociou os empréstimos que alimentaram os cofres do PT e o valerioduto para a compra de apoio da base aliada ao governo Lula no Congresso.
 
Neca Setubal entra pela porta da frente onde quiser. Kátia Rabello era recebida às escondidas pelo então ministro José Dirceu, mensaleiro-mor, preso na Papuda. Kátia Rabello foi condenada por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira e evasão de divisas. Sua pena foi estabelecida em 16 anos e 8 meses de prisão, mais o pagamento de R$ 1,5 milhão em multas.
 
A banqueira do PT é a primeira banqueira na história do país a ser condenada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Ela está impedida de exercer cargos públicos, de gerir instituições financeiras e de comandar conselhos de administração por um período correspondente ao dobro da pena privativa de liberdade que lhe foi imputada.
 
Ao contrário de Marina, que pode (e deve) se orgulhar de fazer campanha com a ajuda de Neca, Dilma Rousseff, se quisesse encontrar a banqueira de seu partido, teria de encarar a fila da penitenciária juntamente com os parentes e amigos dos demais detentos.
 
As visitas sociais na unidade prisional José Maria Alkimin ocorrem de forma alternada, aos sábados e domingos, das 8h às 17h. Os visitantes, contudo, devem ser cadastrados e aprovados pelo NAF (Núcleo de Assistência à Família), no centro de Belo Horizonte.
 
PS: Há de se corrigir aqui uma informação, maldosamente difundida desde que Marina virou uma ameaça ao projeto de poder do PT: Neca não é banqueira, nunca ocupou cargo no Itaú. Neca é herdeira, com 0,5% das ações do banco.