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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

“A pior da história”, análise do Instituto Teotônio Vilela (ITV)


Dilma-Foto-George-Gianni-1™Quando o assunto é Dilma Rousseff e o governo do PT, nada é tão ruim que não possa piorar. A petista ostenta agora o título de presidente da República mais mal avaliada e mais rejeitada da história brasileira. Sua ficha de serviços prestados à nação justifica com sobras a baixa popularidade.
Segundo pesquisa do Datafolha divulgada hoje, 71% dos brasileiros consideram o governo atual ruim ou péssimo. Nem Fernando Collor às vésperas do impeachment foi tão rejeitado. Na ponta oposta, apenas 8% ainda avaliam a gestão Dilma como ótima ou boa. Nunca tão poucos foram favoráveis a um governo.
A ojeriza a Dilma é ampla, geral e praticamente irrestrita. Em todas as regiões, em todas as faixas de renda e em todas as idades, a presidente é majoritariamente rejeitada. Na média e em todos os estratos, dois de cada três brasileiros rechaçam o governo dela – no Nordeste, a desaprovação chega a 66%; entre os mais pobres, alcança 69%. Este beco parece não vislumbrar saída.
O Datafolha perguntou a 3,3 mil brasileiros se consideram que o Congresso deve abrir processo de impeachment da presidente. 66% responderam que sim, com alta de três pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, realizado em abril. 38% creem que Dilma será afastada do cargo – eram 29% há quatro meses.
Não se pode dizer que Dilma Rousseff não seja inteiramente responsável pelo inferno em que se encontra. O desastre foi ela quem lavrou. Esta erva daninha, foi ela quem semeou.
A crise econômica é fruto de escolhas equivocadas que ela aprofundou – e produzirá dois anos de recessão, como não ocorria no país desde a Grande Depressão, nos anos 1930. A desagregação política decorre da arrogância com que Dilma tentou administrar o país. A conflagração social é o estuário dramático de mentiras e erros cometidos em série.
Nem seus pares veem na presidente condições de superar as dificuldades. Como quem não enxerga na petista a líder que o momento clama, o vice-presidente está em busca de “alguém (que) tenha capacidade de reunificar a todos”. Até Lula parece entregar os pontos: nem uma improvável recuperação econômica é capaz de salvar Dilma e seu partido.
A crise aumenta de tamanho a cada mês, a cada semana, a cada dia. Pode ficar “desagradável”, no dizer de Michel Temer, para quem, duas semanas atrás, só havia uma “crisezinha”. Não: já está bem pior que desagradável. Quem trabalha, quem produz e quem investe no país – ou pelo menos tenta – sabe bem disso.
Nesta noite de quinta-feira, a legenda que produziu esta desestruturação e a chefe de governo que a levou ao paroxismo irão à TV defender seu projeto. Serão recebidos com a trilha sonora de milhões de panelas país afora, em repúdio à presidente da República e ao partido que têm muito a pagar e nada mais a oferecer ao país e aos brasileiros.

sábado, 20 de junho de 2015

Datafolha: Reprovação a Dilma chega a 65%

(via O Globo)

Numa simulação para presidente, Aécio aparece com 10 pontos de vantagem sobre Lula; maioria acha que situação econômica vai piorar

O governo da presidente Dilma Rousseff foi avaliado como ruim ou péssimo por 65% dos eleitores, segundo pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado. É um recorde. Segundo o instituto, essa taxa de reprovação só não é maior do que a do ex-presidente Fernando Collor de Mello no período pré-impeachment, em setembro de 1992. Na época, Collor era rejeitado por 68% dos brasileiros.

A pesquisa ouviu 2.840 pessoas; a margem de erro é de dois pontos percentuais.

CORRIDA PRESIDENCIAL

O instituto também simulou um cenário de corrida eleitoral para a Presidência da República. Aécio Neves (PSDB-MG) alcançou 35% das intenções de voto — 10 pontos à frente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Marina Silva aparece com 18%. Com Geraldo Alckmin (PSDB-SP) no lugar de Aécio, Lula e Marina empatariam tecnicamente em primeiro lugar, com 26% e 25% _ deixando Alckmin em terceiro, com 20%.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), aparece com 2% no primeiro cenário (com Aécio) e 3% no segundo (com Alckmin).

sábado, 27 de setembro de 2014

Richa segue na liderança e pode vencer no primeiro turno, mostra Datafolha

 
Governador Beto Richa tem 45% dos votos, Roberto Requião (PMDB) tem 30% e Gleisi Hoffmann (PT) aparece com 10%
 
 
Faltando pouco mais de uma semana para as eleições, o governador Beto Richa (PSDB) segue na liderança e pode ser reeleito ainda no primeiro turno com 45% das intenções de voto, de acordo com a quarta rodada da pesquisa Datafolha, encomendada pela RPC TV e pelo jornal Folha de S. Paulo, divulgada nesta sexta-feira (26).
 
O senador Roberto Requião (PMDB) mantém a segunda posição com 30% dos votos. Já a senadora Gleisi Hoffmann (PT) aparece com 10%. Os dois têm o mesmo índice da última pesquisa, divulgada no dia 18. Votos nulos ou brancos somam 6% e indecisos correspondem a 9%. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. A confiabilidade é de 95%.
 
Em uma previsão para um possível segundo turno, Richa aparece com 51% das intenções de voto e Requião com 38%. Não houve outras simulações de segundo turno.
Pela primeira vez, o Datafolha calculou o porcentual dos votos válidos de cada candidato. Richa tem 52%, Requião (35%), Gleisi (12%) e Buchi (1%). Os demais candidatos foram citados, mas não atingiram 1%.
 
26/09: A pesquisa, encomendada pela RPC TV e pelo jornal “Folha de S. Paulo”, entrevistou 1.333 eleitores entre os dias 25 e 26 de setembro, em 51 municípios do Paraná. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número PR-00039/2014 e BR-00782/2014.