segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Justiça condena João Vaccari a 15 anos e Renato Duque a 20 anos de prisão

Renato Duque - Camara
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Gabriela Korossy – Câmara dos Deputados
A Justiça Federal do Paraná condenou nesta segunda-feira o ex-diretor de serviços da Petrobras, Renato Duque, e o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, pelos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Duque pegou 20 anos e oito meses de prisão – a maior sentença da Operação Lava Jato até agora. Já Vaccari, em sua primeira condenação, pegou 15 anos e quatro meses de prisão.
Além deles, também foram condenados outros oito réus do mesmo processo – referente à 10ª fase da operação. Entre eles, estão cinco delatores da Lava Jato: o doleiro Alberto Youssef, o consultor Julio Camargo, o executivo da Toyo, Augusto de Mendonça Neto, o operador Mário Góes, e o ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco.
Mas a pena de nove anos e dois meses imposta a Alberto Youssef foi suspensa até o fim do prazo prescricional. Pela delação premiada firmada com o Ministério Público Federal, ele não poderia pegar mais de 30 anos de prisão. Passando disso, os processos contra o doleiro seriam suspensos. Até agora, em sentenças anteriores da Lava Jato, ele já acumula 43 anos de prisão.
Outro colaborador da operação, o ex-diretor de abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, foi absolvido. O juiz Sérgio Moro entendeu que não há provas suficientes do envolvimento dele nos crimes denunciados.
As investigações revelaram um esquema de desvio de recursos da Petrobras em quatro obras – duas refinarias e dois gasodutos. Somente Renato Duque teria recebido R$ 36 milhões. O Ministério Público também identificou que os repasses de propina eram disfarçados por doações oficiais ao PT. Foram 24 doações em 18 meses, no valor de quatro milhões e duzentos mil reais. O dinheiro seria pago a pedido de Renato Duque, enquanto João Vaccari Neto teria indicado as contas para o depósito do dinheiro e até participado de reuniões para acertar o pagamento da propina.
Repórter Tabata Viapiana

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