terça-feira, 14 de junho de 2011

Eleição de suplentes: sistema é ruim. Mas a preguiça do eleitor é pior



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Está certo que o sistema de escolha dos suplentes dos senadores não é lá uma maravilha e que poderia ser muito aperfeiçoado. Mas também não tem nada de tão mirabolante ou necessariamente antidemocrático, como tentam vender alguns analistas políticos.

Na prática, quem concorre ao Senado não é uma só pessoa, mas uma chapa formada pelos titulares e dois suplentes. Igualzinho ao caso dos candidatos a vice-prefeito, governador e presidente. A diferença é que são dois vices (suplentes).

Os nomes dos suplentes sempre foram públicos, embora divulgados em letras miúdas na propaganda eleitoral. O fato é que ninguém se interessa por saber quem são eles durante a campanha. Depois, vem o mandato, o titular sai e aparecem as "surpresinhas".

Em resumo, não há nada de bizarro, por exemplo, na posse de Sérgio Souza (PMDB), que assume a vaga de Gleisi Hoffmann (PT) daqui a pouco no Senado. O eleitor de Gleisi que tinha algo contra deveria ter se manifestado nas urnas. Agora é tarde.

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