sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Paraná e SP disputam nova fábrica sueca - Beto Richa poderia trazé-la para Campo do Tenente


Publicado em 21/01/2011 | CARLOS GUIMARÃES FILHO


O Paraná está travando uma disputa direta com São Paulo para ser a sede da primeira fábrica do grupo sueco Leax no Brasil. Cri­ada em 1984, a empresa é fornecedora de peças para caminhões pesados (eixos, engrenagens e outras) para a Volvo, localizada em solo paranaense, e também para a Scania e a Arvin Meritor, ambas em território paulista. A decisão deve ocorrer ainda no primeiro semestre. Previsão de investimento na construção e números de funcionários também não estão definidos.

“A escolha não vai fugir do Paraná ou São Paulo por conta da proximidade com os clientes. A Volvo, por exemplo, sempre pediu que o fornecedor estivesse por perto. Isso vai ocorrer de alguma forma”, explica Roseli Rorstad, sócia do marido, Odd Rorstad, na empresa E.L.B. Brasil, representante da Leax em território brasileiro desde 2007.

O vice-presidente de Fede­ração das Indústrias do Paraná (Fiep) Hélio Bampi, que está participando diretamente das negociações, está bastante otimista quanto à escolha do estado. “Não temos como perder para São Paulo. Eu estou convicto de que o destino será o Paraná”, afirma. Representantes do poder público e sindicatos, por meio da Secretaria de Estado da Indústria e Comércio, prefeitura de Curitiba e Sindimetal, também estão envolvidos nas tratativas.

Há anos o grupo sueco tem interesse em instalar uma fábrica no país. Os planos começaram a se tornar realidade quando Odd, então funcionário da Leax na Europa, pediu demissão para morar no Brasil, após ter conhecido a esposa. “A Leax já queria vir para cá. O fato de o Odd decidir se mudar facilitou as coisas e nos tornamos representantes deles”, diz Roseli.

Desde então, o casal Rorstad procura e analisa locais que possam abrigar as instalações e também é responsável pelos primeiros contatos com os representantes dos municípios e governos estaduais. No Paraná, as preferências são os municípios da região metropolitana, como São José dos Pinhais, Araucária e Campo Largo. A etapa seguinte do trabalho é transmitir fotos dos espaços e informações sobre os benefícios fiscais e tributários para a sede na Suécia – a representante prefere não divulgar detalhes, mas especula-se que o conjunto de ações inclua dilação de prazo para recolhimento de Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) e taxas diferenciadas de energia elétrica.

Na primeira semana de fevereiro, dois diretores da Leax, responsáveis pelo Projeto Brasil da empresa, devem desembarcar no país para participar diretamente das negociações. Na fase final, os dados serão apresentados ao conselho do grupo, que decidirá o destino.

Além da possibilidade de receber a sueca Leax, o Paraná será o destino da fábrica da mexicana Tremec, que produz caixas de câmbio. Segundo Bampi, a em­­pre­­sa confirmou a instalação de um centro de operações em São José dos Pinhais na semana passada. Os representantes mexicanos estariam apenas procurando o terreno ideal. Novos investimentos podem ser anunciados em breve – ontem mesmo, Bampi teve uma reunião com empresários de Honduras.

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