segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Ratinho Jr é Lider do PSC na câmara dos deputados


Foi confirmado o que todos esperavam, Ratinho Júnior, que foi eleito em votação histórica no Paraná, agora foi eleito o Lider da bancada do PSC na Câmara dos Deputados.

O Deputado Ratinho Júnior, confirmou a notícia a pouco em seu Twitter e Facebook. Na nota o Deputado dividiu a boa notícia com a equipe e seus eleitores: “Olá amigos e equipe, não poderia deixar de dividir esse momento com vcs, acabo de ser eleito Líder do PSC na Câmara dos Deputados. Muito Obrigado.

Logo depois, o deputado complementou, “Também agradeço de coração a bancada federal do PSC, por me dar essa missāo e responsabilidade, tenho certeza que juntos vamos fazer um grande trabalho.”
O deputado está em seu gabinete em Brasília, onde estão ocorrendo as articulações sobre a presidência da câmara para o novo mandato que os deputados assumem amanhã.
Da Assessoria de Imprensa
http://www.ratinhojunior.com.br/
(41) 3352 9297

Aposentadoria negada pode piorar clima entre Beto e Alvaro



Enviado por Rogerio Waldrigues Galindo, 31/01/2011 às 08:03

O fato de a Procuradoria-Geral do Estado ter negado a aposentadoria de ex-governador ao senador Alvaro Dias pode piorar a já tensa relação entre ele e o governador Beto Richa? Aparentemente, a resposta é sim.

O parecer da procuradoria é bastante técnico e tem embasamento jurídico suficiente, ao dizer que não se pode validar aumento nos gastos nos últimos 180 dias de um governo.

Mas é claro que Alvaro ficou em uma situação ruim. Já havia passado por desgaste ao pedir o benefício. Mais ainda ao pedir os retroativos. E agora ainda ficou a impressão de que pedia aquilo a que não tinha direito...

Alvaro e Beto não se bicam e disputam o poder no partido. No estado, Beto ganha de longe. Alvaro é tido como peça importante nacionalmente.

A pergunta que fica é: Beto pode tentar impedir Alvaro de ser candidato à reeleição em 2014 para, digamos, lançar Gustavo Fruet em seu lugar?

Ou Alvaro tem força suficiente no partido para se garantir, mesmo indo contra Beto?

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Procuradoria pede suspensão da aposentadoria de Alvaro


Do blog do Fábio Campana

A aposentadoria vitalícia do ex-governador solicitada pelo senador Alvaro Dias continua rendendo discussão. Hoje a Procuradoria-Geral do Paraná encaminhou à Secretaria de Administração o pedido para que a aposentadoria seja cancelada.

Desde outubro do ano passado, quando foi concedida, o senador recebeu por dois meses em torno de R$24 mil. Alvaro afirmou que este valor foi doado para uma entidade de assistência social.

A argumentação da Procuradoria é que o pedido foi feito fora do prazo legal de cinco anos do término do cargo. O órgão também deu parecer contrário ao pedido de retroatividade, considerando violação à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que veda concessão de benefícios financeiros.

Promotores reprovam troca de policiais no Gaeco



Principal órgão de combate à corrupção no estado pode parar investigações. Agentes já começaram a voltar para seus batalhões

Publicado em 28/01/2011 | DIEGO RIBEIRO, ALINE PERES, THEMYS CABRAL E JOSÉ MARCOS LOPES

A possibilidade de substituição dos 38 policiais militares que atuam no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), anunciada nesta semana pelo comando-geral da Polícia Militar (PM), causou indignação entre promotores do órgão. A insistência do comando da PM em recadastrar os policiais cedidos ao Gaeco e retirá-los do órgão temporariamente abre a possibilidade para a paralisação completa das cerca de 250 investigações em curso no estado. Três dos principais promotores do Gaeco acreditam que a segurança pública pode sofrer um impacto forte se as apurações forem inviabilizadas.

Alguns policiais militares que atuam no Gaeco já voltaram aos seus batalhões para o recadastramento, medida adotada pelo comando da PM para tomar conhecimento do efetivo cedido a outros órgãos. Parte desses agentes, porém, retornou ao Gaeco, mesmo correndo risco de punição. Na quarta-feira, o comandante-geral da PM, coronel Marcos Teodoro Scheremeta, disse que os policiais que atuam no Gaeco serão substituídos. No mesmo dia, o governador Beto Richa disse não ver problemas nas substituições.

Entenda o caso

O Gaeco tem 38 policiais militares e 20 policiais civis que poderão retornar a suas lotações de origem, prejudicando investigações em andamento.

A polêmica

- O Decreto nº 34, publicado no Diário Oficial do Estado do dia 12 de janeiro, determina a volta de todos os servidores públicos a suas lotações de origem, o que inclui os policiais militares e civis que atuam no Gaeco. O órgão ficaria apenas com dez promotores para levar adiante cerca de 250 investigações.

- No dia 18 de janeiro, o governador Beto Richa se reuniu com o procurador-geral do Minis­­tério Público, Olympio de Sá Sotto Maior, e com o secretário de Segurança, Reinaldo de Almeida César, e garantiu que os policiais continuarão no Gaeco. O governo anunciou que um termo de cooperação com o Ministério Público regularizaria a situação.

- Na quarta-feira, o comandante da Polícia Militar do Paraná, coronel Mar­­cos Scheremeta, determinou que os 38 policiais militares que atuam no Gaeco retornem aos seus batalhões para um recadastramento, apesar da determinação de Richa. “O Gaeco não é subordinado à segurança pública. Faz parte do Ministério Público Estadual”, disse Scheremeta. Segundo ele, outros policiais deverão ser cedidos ao órgão, o que poderia prejudicar investigações em andamento. “Vai haver substituição. Eu sou o comandante-geral. Eu indico quais policiais vão [ser cedidos]”, afirmou.

- Questionado sobre o assunto, o governador Beto Richa disse não ver problema em substituir os policiais. “Não vejo nenhum problema nisso: se serão os mesmos policiais ou se serão outros”, disse o governador.

O que é o Gaeco

- É um órgão de investigação de combate ao crime organizado e controle externo da atividade policial. Foi criado em 1994, com o nome de Promotoria de Investigação Criminal (PIC), e teve sua área de atuação ampliada em 1997. Tem núcleos em Curitiba, Londrina, Foz do Iguaçu, Cascavel, Guarapuava, Guaíra e Maringá. O Gaeco coordena ações desenvolvidas em parceria com a Polícia Civil, a Polícia Militar e autoridades de outros estados e países.

Principal órgão de combate ao crime organizado no Paraná, o Gaeco já teve sua existência ameaçada. No fim de 2000, um incêndio atingiu a sede da antiga Promotoria de Investi­­gações Criminais (transformada em Gaeco em 1997); em 2006, o então governador Roberto Re­­quião tentou retirar os policiais do órgão durante uma investigação sobre interceptações telefônicas clandestinas.

Permanência

O coordenador estadual do Gae­­co, procurador de Justiça Leonir Ba­­tisti, é contrário às substituições. “Não é possível trabalhar com a indicação unilateral de quem quer seja”, afirma. Ele e dois promotores citam três motivos para pedir a permanência das equipes atuais: confiança, capacitação e continuidade.

Para o promotor Cláudio Este­ves, do Gaeco em Lon­dri­­­na, o retorno dos policiais a seus quadros de origem acrescentará pouco à segurança. “Pelo contrário. A eficiência deles aqui [no Gaeco] é muito maior. O Gaeco desenvolve ações em prol da segurança pública.”

Capacitação

Os policiais militares e civis que trabalham no órgão já passaram por inúmeros cursos de capacitação, o que tem sido essencial, segundo os promotores. Esteves teme que, caso os policiais sejam transferidos, a metodologia de trabalho seja prejudicada. O fim das investigações que estão em curso é outra possibilidade. “Respeitamos o comando [da PM], mas primeiro deve ser levado em consideração o interesse público”, diz Esteves.

O coordenador do Gaeco em Guarapuava, promotor Cláudio Cortesia, diz que pode até deixar o cargo se houver a mudança. “Você prepara o policial e agora pode mudar”, lamenta. “Os policiais não podem ser escolhidos por forças externas. Eles têm que ser de confiança. Jamais coordenaria um grupo em que a escolha dos integrantes não fosse minha.”

Os promotores acreditam que a saída temporária de apenas um policial já impossibilitaria muitas etapas de apurações. “O tempo perdido é difícil de recuperar. Às vezes é preciso recomeçar”, diz o coordenador do órgão em Foz do Iguaçu, Rudi Rigo Burkle.

Já o presidente da Associação de Defesa dos Direitos dos Poli­ciais Militares (Amai), coronel Elizeu Furquim, defende a volta dos policiais. Ele lembra que o Gaeco é um órgão do Ministério Público do Paraná, que deveria ter um efetivo próprio. O delegado geral da Polícia Civil, Marcus Michelotto, diz que os 20 investigadores que trabalham no Gaeco serão mantidos conforme a necessidade. “A permanência 24 horas depende de acordo entre os poderes e convênio”, diz Michelotto. Scheremeta não quis comentar o caso.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Nora de Justus também ganha cargo de Richa


Aline Albano foi nomeada para a Secretaria da Indústria e Comércio. O marido dela, Nelson Cordeiro Justus, está na diretoria da Cohapar



Publicado em 27/01/2011 | KARLOS KOHLBACH

O presidente da Assembleia Legislativa, Nelson Justus (DEM), conseguiu “emplacar” mais um parente na administração de Beto Richa (PSDB). Além de nomear para uma diretoria da Cohapar o advogado Nelson Cordeiro Justus – filho do chefe do Legislativo – o governador também contratou a nora do deputado estadual.

Aline Albano, esposa de Nelson Cordeiro, foi nomeada em 1.º de janeiro de 2011 para trabalhar como coordenadora de Assuntos Internacionais na Secretaria de Estado da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul , pasta coordenada por Ricardo Barros. A contratação dela consta no Diário Oficial de 12 de janeiro.

Procurada ontem pela Gazeta do Povo na secretaria, Aline disse por telefone que é a primeira vez que ocupa um cargo público no Brasil e que tem experiência de oito anos. Formada pela Universidade Positivo em Comércio Exterior, Aline disse acreditar que a experiência profissional, e não o parentesco com o presidente da Assembleia, a credencia para o cargo.

“Falo inglês, espanhol e francês fluentemente. Trabalhei para uma empresa da Bélgica que mantinha um escritório em Paris e aqui no Brasil numa empresa de importação e exportação”, diz, citando que é responsável pelo desenvolvimento da agência de internacionalização do Paraná.

O secretário Ricardo Barros disse que Aline é qualificada tecnicamente para a função e que tem apresentado ótimos resultados. Ele explicou que o nome de Aline surgiu de uma indicação feita pela Casa Civil, mas preferiu não revelar o nome de quem a indicou. O secretário da Casa Civil é o deputado licenciado Durval Amaral (DEM) – do mesmo partido de Nelson Justus. “Tenho recebido diversas recomendações, algumas delas vêm da Casa Civil. Eu tenho a liberdade de aceitar ou não as indicações”, explicou Barros. Quando questionado se a indicação veio de Durval Amaral, de Justus ou do DEM, o secretário disse que preferia não revelar de quem partiu a sugestão. “A recomendação veio da Casa Civil. Eu fiz a entrevista e decidi contratá-la porque vi que ela poderia nos ajudar aqui na secretaria. Tento aliar a técnica à questão política”, declarou.

Investigação

O Ministério Público Estadual investiga a suspeita de que o escritório de advocacia de Nelson Cordeiro Justus e do outro filho do presidente da Assembleia, Renato Cordeiro Justus, tenha sido beneficiado em licitações feitas por prefeituras do interior do estado. O assunto já foi tratado na Gazeta do Povo de 6 de janeiro deste ano, que falava sobre a indicação de Nelson Cordeiro à Cohapar.

As suspeitas são de que o escritório tenha conseguido muitos contratos com as prefeituras por causa das relações políticas que os prefeitos mantêm com o presidente do Legislativo. Um dos contratos sob investigação é o firmado entre o escritório da família Justus com a prefeitura de Ibiporã, no Norte do estado.

O prefeito da cidade é José Maria Ferreira (PMDB), ex-deputado estadual e aliado de Justus, que já foi funcionário comissionado em 2007 no gabinete da presidência da Assembleia. Se confirmado o favorecimento, tanto o prefeito quanto os advogados filhos de Justus podem ser responsabilizados por crime de improbidade e até fraude em licitação pública.

A reportagem apurou que os filhos de Nelson Justus já foram ouvidos pelos promotores de Justiça e que negaram qualquer tipo de irregularidade na contratação do escritório.

Procurado pela Gazeta do Povo, a assessoria do governador Beto Richa informou que ele não comentaria o caso porque a contratação de servidores é de responsabilidade dos secretários de estado.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Ducci dá largada à reeleição; Fruet mais longe do PSDB

do blog do Esmael

Ducci prepara corrida reeleitoral; Fruet busca partido alternativo.

O prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), deu hoje, durante almoço, a largada extraoficial ao projeto de reeleição em 2012.

O prefeito reuniu o secretariado, vereadores, deputados e lideranças partidárias com o intuito de fazer um planejamento da gestão.

Mais do que ações da prefeitura, o encontro foi recheado de conjecturas a respeito da disputa com Gustavo Fruet (PSDB), o Guga.

Aliás, Guga está cada vez mais distante do ninho. Na reunião de hoje especulou-se para qual partido irá o parlamentar.

Pelo andar da carruagem e avaliações de políticos próximos ao prefeito, Fruet deverá procurar outro partido se quiser disputar o Palácio 29 de Março — a sede da prefeitura da capital.

Por outro lado, Ducci conta com a simpatia do governador Beto Richa (PSDB).

Magoado, Alvaro diz querer filhos longe da política


O senador Alvaro Dias tem dito em todas as entrevistas que ficou "magoado" com a forma como a imprensa recebeu a informação de que ele teria aposentadoria especial de governador de R$ 24,8 mil por mês. E também o fato de que ele pediu R$ 1,6 milhão em pagamentos retroativos do erário.

Segundo ele, desde o início a ideia era doar o dinheiro para a caridade. "Agora as pessoas beneméritas que se sacrificam para cuidar de crianças paupérrimas são agredidas. É o cúmulo do absurdo", escreveu.

Agora, no Twitter, Alvaro tem respondido a quem lhe pergunta sobre o assunto afirmando que "forças não tão ocultas" foram responsáveis pela imagem que se criou em torno do assunto.

E afirma que quando encerrar sua participação na vida pública escreverá um livro falando de tudo o que vivenciou. Sem contar nas inúmeras vezes em que afirmou que é uma pena que os brasileiros não acreditem na existência de políticos honestos.

Nesta terça-feira, o senador foi mais longe e afirmou que é em razão desse tipo de situação que quer ver os seus filhos longe da política.

"É impossível ser feliz na política,por isso se depender de mim meus filhos jamais serão. Porque os amo", afirmou.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Com documentos, Alvaro corrige doação “futura”...




Publicado em 25/01/2011 | ROGERIO WALDRIGUES GALINDO

O senador Alvaro Dias (PSDB) apresentou ontem documentos para corrigir o erro referente à doação de sua aposentadoria de ex-governador para uma entidade beneficente de Curitiba. Alvaro anunciou, na última sexta-feira, ter encaminhado todo o dinheiro de sua aposentadoria referente aos meses de novembro e dezembro para a Assistência Social Santa Bertilla Boscardin, entidade que mantém uma creche na capital. No entanto, o recibo da ONG aparecia com a data futura de novembro de 2011, em vez de 2010.

“Isso é só um detalhe e já foi corrigido. Parece que as pessoas têm horror à ideia de que alguém possa preferir doar o dinheiro ao invés de ficar com ele no próprio bolso”, afirmou o senador, por telefone. Alvaro encaminhou à reportagem um novo recibo, com data de 30 de novembro de 2010 e uma fotocópia do cheque que teria encaminhado à entidade na mesma data.

Inconstitucional

Alvaro passou a receber a aposentadoria de ex-governador em novembro do ano passado. O senador exerceu o mandato no governo estadual entre 1987 e 1991, mas nunca havia solicitado a verba. No ano passado, depois das eleições, entrou com o pedido e passou a ser pago com a verba mensal de R$ 24,8 mil. Com os descontos, a verba fica em R$ 18,6 mil. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) diz que vai entrar com uma ação na Justiça para acabar com esse tipo de aposentadoria em todo o país, sob o argumento de que o benefício é inconstitucional.

As críticas ao senador se acentuaram quando veio à tona, na semana passada, a notícia de que ele também teria pedido cinco anos de pensão retroativa, num valor estimado de R$ 1,6 milhão. Dois dias depois, Alvaro convocou entrevista coletiva para dizer que destinaria todo o valor (tanto mensal quanto o retroativo, se receber) para a caridade.

O senador disse ontem que não anunciou antes o destino da verba para não fazer propaganda da boa ação. Sobre o fato de ter dado outra explicação antes, quando ainda não se sabia do pedido dos retroativos, Alvaro afirmou que a ideia era justamente essa: não fazer “estardalhaço” sobre a doação. Em dezembro, o senador havia dito que pediu a aposentadoria porque estaria “pagando para trabalhar” no Congresso.

“Isso também era verdade. Mas, agora, com o aumento [do salário dos congressistas], isso mudou”, disse ele ontem. O aumento de 61,8% no salário dos parlamentares foi aprovado no dia 15 de dezembro. Alvaro disse, porém, que mesmo antes disso, quando estaria tendo prejuízos por não receber as verbas de ressarcimento do Congresso, dinheiro do qual abre mão, sua intenção já era doar o dinheiro para entidades beneficentes.

Alvaro creditou as críticas ao anúncio da doação ao fato de que o país ainda generaliza os políticos. “As pessoas ainda não sabem separar os políticos honestos”, afirmou. Quanto à possibilidade de algum adversário político usar contra ele, em uma futura campanha eleitoral, o fato de ter solicitado o valor retroativo, Alvaro disse não se preocupar. “Nunca subestimo a inteligência do povo”, afirmou.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O ataque é a melhor defesa: Senador pede punições sobre as catástrofes da chuva e escapa do escândalo da aposentadoria.



O senador Álvaro Dias (PSDB) confirma que fez o pedido para receber a aposentadoria especial de ex-governador e garante que vai doar toda a verba de um milhão e 600 mil reais. Ele entrou com um requerimento para ganhar o benefício retroativamente, pelos últimos cinco anos. Ainda não há uma previsão de uma resposta para a solicitação. Ele teria o direito desde 1991, quando deixou o governo do Paraná, mas só fez a solicitação em 2010. Dias já recebeu o benefício de 24.500 reais por dois meses, em novembro e dezembro do ano passado e doou todo o dinheiro a uma creche de Curitiba. O senador explica que só não fez o pedido antes, por causa do período eleitoral.

O senador Álvaro Dias está propondo punições severas às autoridades omissas quando da ocorrência de desastres naturais com vítimas e prejuízos materiais. Ele comentou o fato na Comissão Representativa do Congresso Nacional. Existem 48 projetos relacionados a desastres naturais no Senado e 68 na Câmara dos Deputados. "De que adiantará a aprovação deles, se a lei não é respeitada? Não devemos gerar a falsa expectativa de que serão solução definitiva", diz o deputado.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Paraná e SP disputam nova fábrica sueca - Beto Richa poderia trazé-la para Campo do Tenente


Publicado em 21/01/2011 | CARLOS GUIMARÃES FILHO


O Paraná está travando uma disputa direta com São Paulo para ser a sede da primeira fábrica do grupo sueco Leax no Brasil. Cri­ada em 1984, a empresa é fornecedora de peças para caminhões pesados (eixos, engrenagens e outras) para a Volvo, localizada em solo paranaense, e também para a Scania e a Arvin Meritor, ambas em território paulista. A decisão deve ocorrer ainda no primeiro semestre. Previsão de investimento na construção e números de funcionários também não estão definidos.

“A escolha não vai fugir do Paraná ou São Paulo por conta da proximidade com os clientes. A Volvo, por exemplo, sempre pediu que o fornecedor estivesse por perto. Isso vai ocorrer de alguma forma”, explica Roseli Rorstad, sócia do marido, Odd Rorstad, na empresa E.L.B. Brasil, representante da Leax em território brasileiro desde 2007.

O vice-presidente de Fede­ração das Indústrias do Paraná (Fiep) Hélio Bampi, que está participando diretamente das negociações, está bastante otimista quanto à escolha do estado. “Não temos como perder para São Paulo. Eu estou convicto de que o destino será o Paraná”, afirma. Representantes do poder público e sindicatos, por meio da Secretaria de Estado da Indústria e Comércio, prefeitura de Curitiba e Sindimetal, também estão envolvidos nas tratativas.

Há anos o grupo sueco tem interesse em instalar uma fábrica no país. Os planos começaram a se tornar realidade quando Odd, então funcionário da Leax na Europa, pediu demissão para morar no Brasil, após ter conhecido a esposa. “A Leax já queria vir para cá. O fato de o Odd decidir se mudar facilitou as coisas e nos tornamos representantes deles”, diz Roseli.

Desde então, o casal Rorstad procura e analisa locais que possam abrigar as instalações e também é responsável pelos primeiros contatos com os representantes dos municípios e governos estaduais. No Paraná, as preferências são os municípios da região metropolitana, como São José dos Pinhais, Araucária e Campo Largo. A etapa seguinte do trabalho é transmitir fotos dos espaços e informações sobre os benefícios fiscais e tributários para a sede na Suécia – a representante prefere não divulgar detalhes, mas especula-se que o conjunto de ações inclua dilação de prazo para recolhimento de Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) e taxas diferenciadas de energia elétrica.

Na primeira semana de fevereiro, dois diretores da Leax, responsáveis pelo Projeto Brasil da empresa, devem desembarcar no país para participar diretamente das negociações. Na fase final, os dados serão apresentados ao conselho do grupo, que decidirá o destino.

Além da possibilidade de receber a sueca Leax, o Paraná será o destino da fábrica da mexicana Tremec, que produz caixas de câmbio. Segundo Bampi, a em­­pre­­sa confirmou a instalação de um centro de operações em São José dos Pinhais na semana passada. Os representantes mexicanos estariam apenas procurando o terreno ideal. Novos investimentos podem ser anunciados em breve – ontem mesmo, Bampi teve uma reunião com empresários de Honduras.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Nelson Garcia já está articulando chapa anti-Rossoni

Publicado em 19/01/2011 | EUCLIDES LUCAS GARCIA - Gazeta do POVO

Os deputados da atual e da futura bancada tucana na Assembleia Legislativa do Paraná almoçaram ontem com o governador Beto Richa (PSDB) no Palácio das Arau­­­cárias, em Curitiba. Após o encontro, o discurso foi de que o partido continua unido em torno da candidatura de Valdir Rossoni (PSDB) à presidência da As­­sembleia, embora o também tucano Nelson Garcia esteja, nos bastidores, construindo sua candidatura. Garcia não compareceu ao almoço.

Publicamente, aliados do governador mantêm o discurso de que Garcia está comprometido com a candidatura de Rossoni e de que a formação de uma chapa alternativa na disputa pelo comando da Assembleia não passa de boato – embora a assessoria dele tenha confirmado a candidatura.

Apesar do discurso de unidade em torno de Rossoni, fontes do Executivo e do Legislativo confirmaram à Gazeta do Povo que Garcia e seus assessores têm procurado – pessoalmente e por telefone – deputados e presidentes de partidos em busca de votos na eleição marcada para o dia 1.° de fevereiro, quando os novos deputados estaduais tomam posse. Ontem, um parlamentar do PMDB, que pediu para não ter o nome publicado, disse que foi contatado por assessores do deputado tucano pedindo voto na chapa encabeçada por Garcia.

Já o futuro líder do governo na Assembleia, Ademar Traiano (PSDB), procurou minimizar a ausência de Garcia no almoço com Richa, afirmando que o colega de partido ainda não teria retornado de viagem ao interior de estado – Mauro Moraes (PSDB), que está viajando, também não foi ao encontro.

“O grupo está unido, não há nenhuma dissidência. Nin­­guém acredita nessa possibilidade [de candidatura do Nelson Garcia]. Os deputados do PSDB estão unânimes em favor da candidatura do Rossoni”, disse Traiano. “Esse movimento [por uma candidatura alternativa] não é do Nelson Garcia. Até porque, se fosse dele, ele já teria procurado votos, mas não teve contato com ninguém do PSDB até agora.”

Outros partidos

Por enquanto, porém, Gar­­­cia estaria buscando o apoio de parlamentares de outros partidos para formar uma chapa para disputar a Mesa Diretora da Assembleia – no total, são nove cargos – e obter votos suficientes para vencer Rosso­­­ni. Apesar de assessores de Garcia dizerem que ele ainda não voltou a Curitiba, o parlamentar teria jantado na última segun­­da-feira com um grupo de deputados com o objetivo de viabilizar sua candidatura.

Para frear esse avanço, fontes próximas a Richa afirmam que ele já agendou um encontro com Garcia para esta semana. Cogita-se que ele possa abrir mão da candidatura à presidência da Assembleia em troca de cargos.

Incomunicável há mais de dez dias, Garcia novamente não atendeu aos telefonemas da reportagem durante toda a tarde de ontem.