terça-feira, 31 de maio de 2011

Por pavimentação da rua de sua chácara, Derosso foi aos EUA


O presidente da Câmara de Curitiba, João Claudio Derosso (PSDB), foi a Washington, nos Estados Unidos, em busca de recursos para pavimentar a rua onde fica a sua chácara, a célebre Sapolândia. A informação consta do próprio site da Câmara Municipal.

O texto da Câmara informa que Derosso acompanhou, em 2009, o então prefeito Beto Richa (PSDB) em uma missão ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). “O prefeito Beto Richa comunicou a Derosso que destinará R$ 6,1 milhões para as obras de recuperação da via”, afirma o texto.

O vereador afirma no próprio texto que a obra "é uma reivindicação antiga da comunidade, que buscamos atender desde 2005”. No próprio título, o release da Câmara informa que a obra foi feita porque a prefeitura “atendeu” ao vereador Derosso.

O texto também ressalta as “diversas reuniões” feitas para conseguir a obra.

Vereadores de Curitiba gastam R$ 102 mil com idas ao exterior

Em 12 meses, a Câmara usou R$ 236 mil em viagens nacionais e internacionais. Políticos justificam que atividade faz parte do trabalho legislativo

Publicado em 31/05/2011 | ELISA LOPES E MARIANA SCOZ, ESPECIAL PARA A GAZETA DO POVO



Entre maio de 2010 e abril deste ano, os vereadores de Curitiba gastaram R$ 236 mil em viagens. Deste valor, quase R$ 102 mil foram para idas ao exterior, o equivalente a 43%. Esse tipo de despesa não é limitada pela Câmara Municipal de Curitiba e nem é revertida em projetos. Os R$ 236 mil são referentes a passagens, hospedagens e diárias. Só em diárias, a Casa pagou aos parlamentares R$ 66.520, e apenas cinco deles usaram 49% desse valor: Renata Bueno (PPS), Celso Torquato (PSDB), Julieta Reis (DEM), Juliano Borghetti (PP) e Zé Maria (PPS). O restante do valor das diárias foi usado por 48 funcionários do Le­­gislativo municipal, entre servidores comissionados, efetivos e vereadores.

As passagens e hospedagens da Câmara são fornecidas pela empresa NC Turismo, que ganhou uma licitação para prestar o serviço. Não é possível saber quanto cada parlamentar usou. Já as diárias, pagas diretamente aos vereadores e servidores que viajaram, custeiam alimentação e transporte. São viagens, segundo a Casa, para eventos, reuniões e cursos oficiais, que os vereadores justificam na volta por meio de um relatório. O valor destinado a elas e a quantidade de deslocamentos relatados, no entanto, chamam a atenção se for considerada a atuação dos parlamentares, que é prioritariamente municipal.

As viagens dos parlamentares municipais devem, unicamente, ter relação com a atividade que exercem na Casa e o resultado delas deve aparecer em forma de projetos apresentados, o que nem sempre acontece. Levantamento de 2009 da Gazeta do Povo mostrou que a maior parte (55,9%) dos projetos apresentados pelos vereadores no ano não tinha relevância para a população.

Segundo o presidente da Casa, vereador João Claudio Derosso (PSDB), apesar do alto valor, nem todas as viagens são aprovadas. “Não dá, por exemplo, para muitos viajarem ao mesmo tempo. Eu passo a tesoura. A não ser em casos específicos, como a Copa do Mundo”, explica. Mesmo assim, só nos quatro primeiros meses deste ano, 17 dos 38 vereadores gastaram R$ 57 mil em viagens. Há despesas, inclusive, no período de férias do Legislativo – entre 18 de dezembro e 14 de fevereiro –, que somam R$ 17 mil.

Transparência

As despesas da Câmara também não aparecem detalhadas no Portal da Transparência do Legislativo municipal. Mesmo que os gastos sejam apresentados em tempo real, como prevê a lei aprovada em março de 2010, não é possível ter informações sobre as justificativas para as viagens, por exemplo. De acordo com o presidente da Casa, a ideia de divulgar esses relatórios “é interessante” e o pedido para que isso aconteça será feito por ele. “Vou pedir para colocarem no site uma síntese”, diz.

Para o economista Gil Castello Branco, secretário-geral da ONG Contas Abertas, as viagens de parlamentares só podem acontecer quando forem plenamente justificadas em nome do interesse público. “Cada viagem deveria gerar relatório que procurasse analisar e informar qual foi o objetivo da viagem e no que, de efetivo, ela resultou para a cidade. E esse relatório deveria estar acessível para toda a população”, diz. No caso de vereadores, que têm âmbito local de atuação, o economista afirma que o gasto deveria ser ainda mais comedido.

O gasto com viagens pela Cãmara de Curitiba vai na contramão, inclusive, de recentes medidas adotadas pelo governo federal. Com a divulgação que esse tipo de despesa aumentou 32%, apenas em janeiro e fevereiro deste ano, a presidente Dilma Rousseff assinou um decreto que corta pela metade os custos com viagens e diárias. A medida faz parte do esforço do governo federal para economizar, neste ano, R$ 50,1 bilhões do orçamento.

Copa de 2014 faz Dilma convocar reunião com prefeitos em Brasília


Agência Brasil
31/05/2011 8:39

BRASÍLIA – A Copa do Mundo de 2014 é tema de uma reunião hoje da presidente Dilma Rousseff com os prefeitos de 11 das 12 cidades nas quais ocorrerão os jogos. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, não deve comparecer. A reunião está marcada para as 15 horas no Palácio do Planalto. A expectativa é de que Dilma cobre dos prefeitos detalhes sobre o andamento das obras dos estádios.

Na semana passada, o ministro do Esporte, Orlando Silva, criticou o governo de São Paulo por usar um estádio diferente do previsto inicialmente para as disputas da Copa das Confederações – que ocorre um ano antes da Copa do Mundo de 2014. As autoridades paulistas reconheceram que o estádio do Corínthians, chamado de Itaquerão, não deverá estar pronto em tempo hábil. São Paulo é uma das cidades que pode ser escolhida para a abertura da Copa de 2014.

As cidades onde as seleções mundiais vão jogar são Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, São Paulo, Salvador, Curitiba, Fortaleza, Natal, Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro. Porém, em várias dessas cidades há atrasos nas obras, como São Paulo e Natal. Pelas informações das prefeituras de Salvador e Belo Horizonte, as obras nesses locais estão dentro dos prazos.

No último dia 27, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) informou que o Rio de Janeiro vai sediar o Centro de Mídia da Copa de 2014. A expectativa de alguns dos organizadores do evento era que São Paulo coordenaria o centro.

No próximo dia 7, há uma reunião marcada, em Curitiba, com os organizadores da Copa de 2014 para a discussão sobre os preparativos do evento. Reuniões semelhantes estão marcadas até o final de julho em Porto Alegre, Brasília e Salvador.

(Agência Brasil)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Como sobreviver à segundona

Esse não é apenas o dia mais chato da semana como também o mais perigoso para sua saúde física e mental. Aqui está um plano para você vencer as horas sem matar ou morrer

Tom McGrath e Yara Achôa
13h14 23/05/2011



Que dia horrível… Você faz o que quer no fim de semana, não dá satisfação a ninguém (à sua esposa talvez, só que ela não assina seu holerite). Mas basta o despertador tocar e todos os terrores da semana de trabalho à frente o acertam como um soco na cara. Você se sente um condenado à morte e só o senso do dever (ou a noção das contas a pagar) consegue levá-lo até o carro e guiá-lo até o escritório. Para piorar, ainda no elevador um colega solta o bordão: “Segunda-feira é uma m****!”.

Não é de espantar que esse seja considerado o dia mais perigoso da semana, quando há mais ataques cardíacos, derrames cerebrais, acidentes de trabalho e… suicídios! Estudando registros hospitalares de 5 600 vítimas de ataques cardíacos, pesquisadores alemães observaram que o risco sobe 33% nas manhãs de segunda-feira devido ao aumento matutino do hormônio do estresse, o cortisol. Já o índice de suicídios é 10% maior em relação aos outros dias, segundo John McIntosh, professor de psicologia da Universidade de Indiana (EUA), por causa da depressão pós fim de semana.

“As sensações desagradáveis das segundas são conseqüência de um desajuste passageiro em nosso ritmo biológico, provocado pela alteração da rotina”, explica o especialista em neuro- ciência e cronobiologia Luiz Menna-Barreto, professor da Universidade de São Paulo (USP). O sistema de temporização localizado no sistema nervoso central fica bagunçado quando se dorme e acorda mais tarde, por exemplo. “Em termos psicológicos, a aversão à segunda-feira traduz a sensação desagradável de sentir nossa liberdade sendo tolhida”, completa a psicóloga Maria Claudia Bravo, especialista em estresse, de São Paulo. Mas a batalha não está perdida. Siga nosso passo-a-passo e vença o inimigo invisível.

PRIMEIRO PASSO – COMO LEVANTAR A BUNDA DA CAMA Por que tanta moleza se você dormiu muito no sábado e no domingo? “Dormir mais para compensar a privação acumulada na semana acaba com o relógio interno”, diz Menna-Barreto. O efeito biológico no corpo é equivalente ao do jet lag, cansaço provocado pela mudança de fuso horário em vôos longos. Se você sai da cama às 11 h no domingo em vez de às 7 h, como nos outros dias, seu corpo se auto-regula e opera como se 11 h fossem 7 h. Isso não é problema até você tentar dormir no domingo à noite. Ao ir para a cama às 23 h, seu corpo se comporta como se fosse 21 h e faz o possível para ficar acordado por mais duas horas, procurando um filme na TV. Quando o despertador grita às 7da manhã na segunda, seu organismo acha que são 5 h e implora por mais duas preciosas horinhas de sono.

O QUE FAZER Baixe a bola. “Para chamar o sono no domingo, procure ir relaxando perto do momento de deitar, lendo um livro, por exemplo”, sugere o especialista da USP. Coma menos. A causa da insônia no domingão pode ser a pizza inteira que você mandou para dentro à noite . Comer demais sobrecarrega o sistema digestivo e prejudica a qualidade do repouso. “Opte por uma refeição leve e inclua alimentos que contenham triptofano, aminoácido usado pelo corpo para produzir serotonina, neurotransmissor que diminui a ansiedade e induz o sono”, diz a nutricionista Márcia Dal Medico, do Spa Jardim da Serra, em São Pedro (SP). Esse nutriente está em massas integrais, legumes, leite, iogurte, queijo branco, nozes, banana, arroz, batata, castanhas e soja.

SEGUNDO PASSO – COMO CONSEGUIR SAIR DE CASA De manhã você fica tão enrolado – ou tão sem pique – que parece que existe uma conspiração para fazer você perder a hora e ficar em casa. Chega de pasmaceira. Veja nossas dicas para você ficar tranqüilo, tranqüilo. E bem alimentado também.

O QUE FAZER

Relaxe antes de sair. A correria pela manhã faz você começar a semana já estressado. Tente realizar tudo com calma e, se for preciso, levante um pouco mais cedo. Se seu horário de entrada é às 8 h e você costuma levantar às 7 h, acerte o despertador para as 6h30 e dê um tempo extra para seu corpo “acordar”. Assim você não tem que pular da cama, engolir o café e ainda dá tempo de ler o jornal, se quiser, e relaxar alguns minutos a mais no chuveiro. Ponha um CD para tocar: você já pensou como ouvir música anima seu estado de espírito? Quer ficar 100% zen? Fazer uma meditação rápida, de alguns minutos, também ajuda.

Capriche no café-da-manhã. Se você acorda se arrastando, o desjejum errado piora o drama. Para o bem do seu humor, a primeira refeição do dia deve ser pobre em gordura e rica em carboidrato. Evite gorduras saturadas e trans, que prejudicam a digestão, gerando desconforto. As saturadas estão nos produtos de origem animal, como manteiga, queijos gordos, leite e iogurte integrais. As trans se encontram em margarinas, frituras, bolos e biscoitos. Já os carboidratos dos pães fornecem energia para o dia (mas se você não quer engordar, manere). Os carboidratos também abrem caminho para a entrada do triptofano no cérebro, onde ele será transformado em serotonina, que tem efeito relaxante. Portanto, capriche no sanduíche de pão integral, substitua a manteiga pelo requeijão light e mande ver na banana com aveia. “Um café-da-manhã nutritivo proporciona energia para começar bem o dia”, diz a nutricionista Márcia Dal Medico.



TERCEIRO PASSO – COMO CHEGAR AO TRABALHO SEM VIRAR UM ASSASSINO NO TRÂNSITO Se você descarrega sua ira de segunda-feira ao volante no trajeto até o trabalho, é nossa obrigação ajudá-lo a segurar essa onda.

O QUE FAZER

Não ouça o noticiário do rádio. Começar o dia bombardeado por notícias deprimentes sobre corrupção e desvio de verbas é meio caminho andado para piorar seu estado de espírito. Um estudo do British Journal of Psychology apontou que reportagens negativas deixa as pessoas mais deprimidas e preocupadas com os próprios problemas. Nosso conselho: sintonize o rádio numa emissora musical ou coloque um CD. O gênero pode ser qualquer um, animado ou relaxante – rock, pop, jazz, o que você preferir.

Não pegue no telefone. Quer agilizar o trabalho fazendo ligações do celular enquanto dirige para o escritório? Péssima idéia. Além de se arriscar a levar uma multa, um estudo atual revela que motoristas que usam celular são mais predispostos a provocar acidentes, por falta de atenção. Não surpreendentemente, eles também têm mais propensão a morrer nesses acidentes.

Não descarregue sua ira nos outros. Procure ser mais tolerante com as barbeiragens dos outros motoristas, evite revidar fechadas, xingar. Se fizer alguma besteira, seja humilde, abra o vidro e peça desculpas. E respeite os pedestres: eles estão desprotegidos em relação a você. Se o trânsito engarrafar, acalme-se fazendo exercícios de respiração profunda. Inspire devagar, encha bem os pulmões e sinta o ar chegar até o abdome. Expire lentamente. Repita várias vezes.

QUARTO PASSO – COMO PASSAR A MANHÃ SEM QUERER MATAR SEU CHEFE A primeira pessoa que você vê na segunda de manhã é o chefe (também de mau humor)? Ok, não é algo que aqueça seu coração. Então vamos ensiná-lo a melhorar o astral.

O QUE FAZER

Procure moedas na calçada. Na verdade, qualquer coisa que distraia ou faça você sorrir em uma manhã de segunda já ajuda. Até mesmo encontrar uma moeda de 25 centavos caída no chão.

Prepare lista de tarefas. Uma boa tática para aliviar a sensação de sobrecarga é relacionar metas a cumprir, segundo a consultora americana de gerenciamento Ann McGee-Cooper. “Uma lista de tarefas torna tangível o intangível”, diz. Ela sugere que você faça duas listas, uma para o dia e outra para a semana, seguindo a regra “o pior vem primeiro”. Selecione os itens mais chatos e execute-os antes. Mergulhe fundo, como numa piscina fria, e tire os problemas da frente.

Cole no cara engraçado do escritório. Sabe aquele colega que adora fazer graça e conta as melhores piadas? Faça dele seu companheiro das manhãs de segunda. Interagir com pessoas divertidas e extrovertidas ajuda a aliviar o desânimo.

Faça o check-up das 11h. Se você não supera o pânico até o fim da manhã, esse bode pode significar que você está infeliz com seu trabalho. “Nesse caso, a volta à labuta na segunda passa a ser encarada com aversão”, diz o professor Luiz Menna-Barreto. Como modificar a situação? “Pense seriamente em mudar de emprego, pedir remanejamento de área, ou tente melhorar as condições de trabalho”, sugere.



QUINTO PASSO – COMO PARTIR PARA O SEGUNDO ROUND, O PERÍODO DA TARDE Lembre-se: seu único objetivo é sair para almoçar, vencer as longas horas da tarde, chegar em casa, saborear um jantar gostoso e relaxar em frente à TV. Perto do meio-dia, suas chances de chegar lá começam a progredir.

O QUE FAZER

Planeje o almoço de segunda antes de deixar o escritório na sexta. Acredite: isso é surpreendentemente eficaz. O fato de ter algo para olhar adiante em uma segunda – como sair para almoçar com um amigo que você não vê faz tempo, por exemplo – pode tornar a volta ao escritório menos deprimente.

Coloque flavonóides no prato. Se seus níveis de irritabilidade ficam fora de controle, inclua no almoço maçã, uva ou – dane-se sua dieta – musse de chocolate. Esses alimentos contêm flavonóides, substâncias antioxidantes que ajudam a reduzir o estresse.

Dê uma malhada. Qualquer exercício reduz a tensão. Se puder esticar o horário, exercite-se no almoço – melhor ainda se for ao ar livre. Georg Eifert, médico e professor de psicologia da Universidade da Virgínia (EUA), estudou os efeitos do ambiente na diminuição do estresse. Suas descobertas: pessoas que correm em parques ou ruas se sentem mais renovadas e têm níveis menores do hormônio cortisol, em comparação àquelas que se exercitam em ambientes fechados. Seja como for, correndo ao ar livre ou malhando na academia, a atividade física faz seu corpo liberar endorfinas, que dão sensação de bem-estar. Ou seja, você vai enfrentar a tarde de segunda bem mais relaxado.

SEXTO PASSO – COMO VOLTAR SÃO E SALVO PARA CASA Parabéns, são 17h da segunda e você ainda está vivo! Tudo o que agora separa você da liberdade é evitar ao máximo as reuniões de fim de tarde.

O QUE FAZER

Revise e planeje. Antes de deixar o escritório, reveja seus progressos do dia, dando a si mesmo um bom tapinha nas costas. Relacione as principais tarefas que tem de cumprir no dia seguinte. Traçar um plano de batalha o ajudará a dinamizar a manhã seguinte e a descansar tranqüilo à noite.

Teste

Quanto dura um minuto na segunda- feira? Uma maneira fácil de avaliar seu grau de alerta é descobrir como anda sua noção da passagem do tempo. Quando você está apático, imagina o tempo se arrastando. Quando está animado, o tempo parece voar. No teste, você terá de estimar quanto demora um minuto – sem olhar no relógio, é claro. No mínimo será uma forma de enrolar um pouco na segunda.

Procedimento • Comece a contar os segundos no mostrador do relógio e vire-o para que não possa vê-lo. Continue mentalmente – para ajudar, vale contar até 60 ou imaginar o ponteiro do relógio se deslocando. No instante em que achar que passou um minuto, volte a olhar o relógio. • Registre o tempo realmente decorrido. Coloque as medidas em um gráfico, com os horários do dia numa coluna e o número de segundos em outra. Repita a experiência a cada duas horas durante quatro a sete dias. Lembre-se de que o importante não é quanto sua estimativa consegue se aproximar de um minuto, mas sim quanto ela varia ao longo do dia.

Fonte: CMDRB – Centro Multidisciplinar de Desenvolvimento e Ritmos Biológicos (USP); www.crono.icb.usp.br

O PSDB contra as privatizações da Petrobras, Caixa e Banco do Brasil



Enviado por luisnassif, seg, 30/05/2011 - 10:57

Por José Ribeiro Júnior

Do Valor Econômico vem a notícia de que para se livrar da fama de predadores do patrimônio público, o PSDB e o DEMO vão propor uma PEC vedando a privatização da Petrobras, CEF e BB. Tal qual o estuprador “arrependido”, mas ciente da sua natural periculosidade, propõem decepar o próprio pênis. Em se tratando do PSDB e do DEMO, é recomendável ceifar também os dedos e a língua (isto é, extinguir os dois partidos de vez). Só por precaução.

Do Valor

PECs visam enterrar rótulo de privatista

Caio Junqueira

O PSDB quer proibir, por emenda constitucional, as privatizações da Petrobras, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. O partido já tem duas propostas de emenda (PEC) e a expectativa é de que os projetos sejam votados ainda nessa legislatura. O objetivo é impedir que o PT use, como discurso de campanha eleitoral, que os tucanos são privatistas, tal como ocorreu nas disputas de 2006 e 2010.

A PEC 466/2010 acrescenta dois artigos ao capítulo VI da Constituição Federal, que trata do sistema financeiro nacional. O primeiro estabelece que a Caixa "constitui empresa pública, com controle e capital integralizado exclusivamente pela União Federal". O segundo, sobre o Banco do Brasil, determina que "é vedada a emissão ou alienação de ações, por meio de uma única operação, ou por meio de operações sucessivas, que resulte na perda do controle do capital social pela União Federal".

Já a PEC 370/2009 acrescenta um dispositivo ao artigo 177 da Constituição, que versa a respeito do monopólio da União sobre o petróleo. O texto diz que a Petrobras "terá o controle exclusivo da União, sendo vedada alienação que implique na perda do mesmo".

As duas PECs, de autoria do deputado federal Otávio Leite (PSDB-RJ), terão seus relatórios apresentados nesta semana na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara pelo relator, também tucano, César Colnago (ES). Os parlamentares pretendem que elas sejam aprovadas e encaminhadas para uma comissão especial a ser instalada para discuti-las, uma vez que o regimento assim determina por serem emendas constitucionais. Mas, acima de tudo, o intuito maior é causar um efeito político-eleitoral.

"Eu as propus porque acredito nessa blindagem e acho importante isso constar na Constituição. Mas também uma consequência de sua tramitação será acabar com essa gracinha dos petistas que, de forma malandra e oblíqua, insinuam e tentam impor ao PSDB algo que não defendemos", afirmou Leite, que também é pré-candidato a prefeito do Rio. "Esse discurso que o PT fez já nos atrapalhou em duas eleições. Não tenho dúvidas de que perdemos muitos votos com isso. Mas na próxima eleição não nos atrapalhará", completou Leite.

As acusações foram fortes na eleição presidencial de 2006, quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, trouxe para a campanha do segundo turno o tema e pegou de surpresa e despreparado o adversário, Geraldo Alckmin (PSDB). O tucano depois chegou a, constrangido, vestir um macacão com os símbolos das estatais para provar seu apreço por essas empresas. Em 2010, a então candidata Dilma Rousseff (PT) também retomou o discurso, rebatido por José Serra (PSDB) na linha de que, se o PT fosse contrário às privatizações, teria reestatizado as antigas estatais na era Lula.

Agora, a mais de três anos das eleições presidenciais, os tucanos querem se resguardar de antemão, abrindo esse debate dentro do Legislativo. A ideia é também medir até onde o PT chega nesse debate quando confrontado com propostas do adversário que contradizem seus recentes discursos eleitorais referentes ao tema. Além disso, os tucanos contam com um fator extra para constranger o PT: assinaram a PEC e a apoiaram petistas como o presidente da Câmara, Marco Maia (RS) e os ministros Antonio Palocci (Casa Civil) e Luiz Sérgio (Relações Institucionais).

Ocorre que, como tem maioria na Casa e, consequentemente, nas comissões, o PT pode se utilizar dela para não dar andamento às PECs. Isso pode ser feito basicamente de três maneiras. Com o presidente da Câmara não permitindo a instalação da comissão especial ou com algum petista ou aliado pedindo vista da PEC na CCJ e segurá-la em seu gabinete. Ou ainda permitir que ela avance e esteja pronta para ser votada, mas que nunca seja colocada em pauta.

De qualquer maneira, como o intuito dos tucanos é mais político do que técnico, a expectativa do PSDB é de que qualquer comportamento petista possa servir de álibi para evitar a retomada da pecha privatista em 2014. "As propostas são importantes do ponto de vista político porque o PSDB nunca falou sobre privatizar esses órgãos. É uma demonstração nossa de que eles devem ter seu controle mantido pelo governo brasileiro e de que é isso que defendemos", afirmou o relator das PECs na CCJ, César Colnago (PSDB-ES).

Depressão é uma das principais causas de afastamento



Data: 27/05/2011 / Fonte: gazetaweb.com

A Organização Mundial de Saúde calcula que 17 milhões de brasileiros têm depressão. Isso quer dizer que de cada cem pessoas nove estão com o problema.

A auxiliar administrativa Lídice Freire termina em junho o tratamento de um ano. Viu que precisava de ajuda quando passou a sentir um desconforto permanente. "Muita ansiedade, memória falha, desmotivação, fora a insônia que eu já tinha".

O desempenho caiu muito, em casa e no trabalho. "Eu não estava conseguindo ser aquela supermãe, aquela superprofissional".

Problemas no trabalho podem ser responsáveis pela depressão, como a sobrecarga de tarefas, a falta de perspectiva de crescimento profissional, o ambiente ruim entre os colegas e com a chefia.

Transtornos mentais e de comportamento, como a depressão, já são a terceira causa de afastamento do trabalho no Brasil. Só no ano passado, mais de 80 mil profissionais tiraram licença pelo INSS para se tratar.

No governo do distrito federal existe um programa para ajudar os funcionários. "Vejo o que ele está passando na sua vida, tanto no trabalho quanto no dia a dia,e encaminho para o apoio psicológico. Ele pode ser readaptado, realocado em outra posição em outro setor", explica a psicóloga Ellen da Silva.

O programa também orienta os chefes. "Além de liderar, o chefe tem que ter uma sensibilidade".

Qual é a diferença entre um quadro de depressão e um simples desânimo, um período de tristeza? "Ela não tem vontade mais de fazer as coisas. Quer ficar quieta, parada, deitada. Não tem vontade de trabalhar, não tem vontade de sair, diminuição da libido", afirma Synara Ferreira, psicóloga.

Além da ajuda de médicos e terapeutas, é preciso ter vontade de reagir. "Ela pode fazer uma atividade física, uma coisa que ela goste de fazer, é muito importante que ela goste de fazer".

Lídice aprendeu a ser menos exigente com ela mesma e começou a fazer corridas todos os dias. Está pronta para retomar a vida. "Daqui para frente, só coisas boas, se deus quiser".

domingo, 29 de maio de 2011

Fernando Henrique Cardoso defende regulamentação da maconha e causa polêmica

Ex-presidentes de várias partes do mundo afirmam que a guerra contra as drogas é uma guerra perdida. Fernando Henrique Cardoso, prestes a completar 80 anos, defende que usar droga não deve ser considerado crime.

Por um Campo do Tenente Melhor!



Em uma conversa descontraida os antigos rivais políticos e ex-prefeitos da cidade de Campo do Tenente, Reinaldo Pereira (PSDB) e Adalberto Quevedo (Betinho) (PSC) conversam sobre o futuro de Campo do Tenente.

Na conversa, falam das promessas da atual administração do Prefeito Celso Wenski (PMDB) e seu vice Jorge Quege (PPS) e não cumpriram. Falaram e trocaram experiências de suas administrações.

Sabem que Campo do Tenente merece mais e se comprometeram a fazer o melhor pelo município!

Não falaram de candidaturas más sim de fazer juntos algo para melhorar a vida da população tenenteana.

Risos e brincadeiras foi o tom do final do jantar!

Alguém tem dúvida que isso não é por acaso?

Por um Campo do Tenente Melhor!



Em uma conversa descontraida os antigos rivais políticos e ex-prefeitos da cidade de Campo do Tenente, Reinaldo Pereira (PSDB) e Adalberto Quevedo (Betinho) (PSC) conversam sobre o futuro de Campo do Tenente.

Na conversa, falam das promessas da atual administração do Prefeito Celso Wenski (PMDB) e seu vice Jorge Quege (PPS) e não cumpriram. Falaram e trocaram experiências de suas administrações.

Sabem que Campo do Tenente merece mais e se comprometeram a fazer o melhor pelo município!

Não falaram de candidaturas más sim de fazer juntos algo para melhorar a vida da população tenenteana.

Risos e brincadeiras foi o tom do final do jantar!

Alguém tem dúvida que isso não é por acaso?

Pedágio sempre em alta


Arrecadação das concessionárias paranaenses subiu 238% em nove anos. Custos operacionais das empresas crescem em ritmo menor

Publicado em 29/05/2011 | KATIA BREMBATT - GAZETA DO POVO


A combinação de reajustes das tarifas de pedágio acima da inflação com o aumento do número de veículos circulando nas rodovias concedidas do Paraná fez a arrecadação das concessionárias subir 238% nos últimos nove anos. As seis empresas que administram estradas no estado arrecadaram juntas, em 2001, R$ 355 milhões e fecharam 2010 com faturamento de R$ 1,2 bilhão. Os dois principais fatores que elevaram a receita foram justamente as correções da tarifa – que quase triplicou desde o início da concessão , com aumento de 185%– e o crescimento do tráfego, na faixa de 51%.

A comparação da receita das concessionárias, elaborada pela Gazeta do Povo, desconsidera os primeiros anos do contrato de concessão (de 1998 a 2000), quando oscilações nos valores das tarifas decorrentes de reajuste unilateral do governo do estado distorceriam a análise. No período de nove anos, entre 2001 e 2010, as despesas não au­­­men­­­taram na mesma proporção que as receitas.

Valor da tarifa quase triplicou em 12 anos

Em comparação com os preços que eram praticados quando o pedágio foi implantado no Paraná, em 1998, as tarifas praticamente triplicaram. A variação de 185% representa a média dos valores praticados em várias praças do estado. Alguns trechos subiram bem acima desse porcentual, como é o caso do percurso entre Curitiba e o litoral paranaense. A tarifa original era de R$ 4,10 e atualmente está em R$ 13,30 – oscilação de 224%.

Leia a matéria completa

Preço médio cobrado no Paraná é de R$ 14,35

A tarifa média paga por veículo unitário que passa nas praças de pedágio paranaenses é de R$ 14,35 – preço bem acima dos demais sistemas de concessão integrados no Brasil. O valor é calculado ao dividir toda a arrecadação com pedágio pelo número de veículos pagantes, levando em consideração que veículos pesados pagam, a cada passagem, bem mais do que automóveis.

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Os custos operacionais, por exemplo, subiram 138% – 100 pontos porcentuais a menos que a arrecadação. “Temos bons resultados em função de uma gestão mais qualificada”, pondera o presidente regional da Associação Brasi­­­leira de Concessionárias de Rodo­vias, João Chiminazzo Neto. Já o au­­­­mento no valor investido em no­­­vas obras foi de 39% em nove anos – é preciso considerar que o investimento inicial foi mais alto nos primeiros anos da concessão.

Outro fator que faz a receita das concessionárias paranaenses apresentarem uma variação positiva tão significativa é que, no Paraná, a proporção de caminhões e ônibus nas rodovias é expressiva. Para cada dois veículos leves trafegando, há um veículo pesado. Em São Paulo, a proporção é de três veículos leves para cada pesado. Caminhões e ônibus pagam pedágio por eixo, o que faz os valores unitários serem muito maiores.

Valor repassado

Para o economista Marcelo Cura­­­do, a quantidade de caminhões nas estradas do estado – seme­­­lhan­­­te ao tipo de tráfego em rodovias com concessão federal – é uma prova de que o valor das tarifas tem maior impacto nas movimentações econômicas no Paraná. “O pedágio não pesa só para quem vai até a praça de cobrança. Quem usa a rodovia repassa os custos e todos os produtos e serviços acabam sofrendo variações. Pode aumentar custos de exportações e influenciar no mercado interno.”

O professor avalia ainda que o crescimento de 238% nas receitas – comparável a um aumento menor de despesas e investimentos – mostra que as concessionárias paranaenses são muito rentáveis. Ao longo dos últimos anos, o total arrecadado pelo sistema paranaense de pedágio tem representado entre 10% e 14% da receita dos pedágios em todo o país. Entretanto, o Paraná é responsável por apenas 6% da frota pagante no Brasil, índice que já foi de 15%.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Desacostumados a disputas abertas, tucanos farão convenção tensa


sexta-feira, 27 de maio de 2011 18:43 BRT

Por Jeferson Ribeiro

BRASÍLIA (Reuters) - Desde a sua fundação, em 1988, o PSDB não vive momentos de tanta efervescência interna e é nesse clima de forte tensão entre suas principais lideranças que os tucanos realizam no sábado a convenção nacional para reeleger o deputado Sérgio Guerra (PE) presidente da legenda.

O senador e ex-governador mineiro Aécio Neves e o ex-governador paulista e candidato derrotado à Presidência por duas ocasiões, José Serra, disputam palmo a palmo a influência que terão no partido até 2014, data da próxima eleição para o Palácio do Planalto.

Para o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), parte dessa disputa interna se explica porque há colegas que querem antecipar a disputa pela indicação do candidato do partido à Presidência em 2014. "Não é bom definir candidatos agora", ponderou.

Dias é defensor da criação do instrumento das prévias partidárias para definir os candidatos e chegou a apresentar no Senado um projeto que regulamenta as disputas internas dos partidos.

O presidente do PSDB em São Paulo, o deputado estadual Pedro Tobias, considera essa disputa precoce um "suicídio" para o partido.

O dirigente é ligado ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que já concorreu à Presidência em 2006 e dependendo do cenário político em 2014 também pode se firmar como alternativa tucana.

Guerra tem a difícil tarefa de montar a Comissão Executiva do partido dando espaços a todos os grupos políticos. Mas a disputa pública das últimas semanas chegou a sair do seu controle e colocou a convenção tucana inclusive sob risco de judicialização, caso o presidente não consiga encontrar espaços para atender todos os interessados.

Um setor do partido questiona a legalidade da segunda reeleição do deputado no comando da legenda, sob alegação de que há um parecer jurídico e que pode ser usado para interromper a convenção. "Isso não vai acontecer", disse Dias.

Na semana passada, em entrevista à Reuters, Guerra afirmou que não cederia às pressões para escolher membros da Executiva apenas para atender às vontades de grupos do partido.

"Nossa chapa (para a Comissão Executiva) jamais vai configurar a colagem de grupos antagônicos. Não serão os grupos que vão formar a nova chapa. Serão as forças do partido e suas bases de maneira que nós possamos ter ao final uma Executiva de total unidade", explicou.

Guerra quer evitar o fracionamento do partido, algo não muito simples neste momento, justamente por conta das pretensões eleitorais dos principais envolvidos nas negociações.

SERRA X AÉCIO

O mais descontente no partido é Serra, que no começo das negociações não se interessou em comandar o Instituto Teotônio Vilela (ITV), entidade de estudos e formação política do partido, e agora articula para comandá-lo.

A articulação é tardia na avaliação dos senadores tucanos, que indicaram o ex-senador cearense Tasso Jereissati para o posto. Guerra avisa que o instituto "não é órgão político, é órgão técnico".

A disputa não fica restrita ao ITV, já que os tucanos mais ligados a Serra também querem uma mudança na secretaria-geral do PSDB. Querem tirar de lá Rodrigo de Castro, ligado a Aécio. Esse grupo chegou a articular para que o ex-governador Alberto Goldman ocupe o posto.

"O Goldman pode fazer muita coisa no partido, ser secretário, ser presidente, ser vice-presidente, mas não precisa ser secretário-geral necessariamente", disse Guerra.

"Se a secretária-geral vai bem por que vamos mexer nisso? Por que um é de Aécio e outro é de Serra? Isso não é unidade. Unidade é ter o partido inteiro lá dentro", explicou Guerra.

Pela primeira vez, Fifa ameaça cidades sedes da Copa de 2014

Segundo secretário geral da entidade, cidades que não melhorarem infraestrutura de transporte não receberão jogos

iG São Paulo | 27/05/2011 12:19



Após reunião do Conselho de Administração da Fifa, nesta sexta-feira, na Suíça, a entidade divulgou que está preocupada com a capacidade dos aeroportos e com a infraestrutura de transporte do Brasil para a Copa do Mundo de 2014. Em comunicado, o Jérôme Valcke, afirma que, se as cidades não cumprirem os requisitos, deixarão de receber partidas do Mundial. Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Natal foram selecionadas para sediar os jogos.

“É crucial que todos os locais que sediarão a Copa do Mundo da Fifa tenham infraestrutura adequada, que atenda aos milhares de espectadores e possibilite que eles se movimentem pela cidade para irem a um jogo. Se esse não for o caso, não poderemos sediar jogos nessas cidades”, afirmou Valcke.

A Copa no Brasil tem 12 sedes selecionadas. Três a mais, por exemplo, do que do que o Mundial da África do Sul. Em 2006, na Alemanha, o torneio teve jogos em 12 cidades.

Desde o ano passado, Ricardo Teixeira, presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e do Comitê Organizador Local do Mundial, tem afirmado que a situação dos aeroportos é o principal problema de infra-estrutura do Brasil para receber o torneio.

Em março, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, já havia criticado a demora nas obras no Brasil. Porém, nesta sexta-feira, foi a primeira vez que alguém da entidade admitiu que uma das cidades-sedes poderá ser cortada.

Além dos problemas de infra-estrutura, três cidades ainda não iniciaram as obras para a construção ou reforma dos estádios: São Paulo e Natal, onde novas arenas serão levantadas, e em Curitiba, onde o estádio do Atlético-PR será reformulado.

Secretário do Esporte Lazer e Juventude de Curitiba em Brasília em dia de Trabalho?



Segundo informações, o filho do governador do Paraná e Secretário do Esporte e Juventude de Curitiba Marcello Richa já está na Capital federal desde a manhã de ontem (26) passou o dia em reunião, na sede do Diretório Nacional do PSDB, com presidentes de juventudes estaduais e lideranças jovens de todo o país.

A dúvida é que o mesmo não está a serviço da prefeitura e está recebendo diárias da prefeitura para a tal reunião tucana.

Isso é possível? Quando um trabalhador falta, tem descontado seu dia mais o DSR.

Será que Luciano Ducci (Prefeito) vai descontar e pedir o ressarcimento das diárias?

Ratinho Junior assume candidatura a prefeito de Curitiba


De Roseli Abrão do Hora H News

O deputado federal Ratinho Júnior, do PSC, admitiu a este hora H que é pré-candidato a prefeito de Curitiba. Segundo ele, o que o animou a disputar a sucessão do prefeito Luciano Ducci foi o resultado da pesquisa (Paraná Pesquisa) divulgada no início de maio, onde aparece em segundo lugar (com exceção do cenário que inclui a senadora Gleisi Hoffmann, onde aparece em terceiro), com índices de 15%, 21%, 22% e 30% de intenções de votos.

– Eu sabia que tinha um bom percentual de votos – em Curitiba, mas não sabia potencializá-lo, disse o deputado, afirmando que o resultado da pesquisa motiva não apenas ele, mas também o partido a “ir em frente neste projeto”.

Dos 358.924 votos conquistados nas eleições do ano passado, 98.278 vieram das urnas de Curitiba. Ratinho foi o deputado mais votado do Estado e da Capital.

Deputado federal pelo segundo mandato, 30 anos, Ratinho Júnior já começou a conversar com alguns partidos que ainda não lançaram pré-candidatos, como PR, PDT e PC do B, até como forma de somar tempo para o programa eleitoral (o PSC tem pouco mais de 40 segundos).

Paralelamente, chama técnicos e lideranças políticas (como o ex-deputado Marcelo Almeida, do PMDB) para preparar o que ele chama de um “projeto alternativo para a cidade”.

Paraná em 4 lugar em desmatamento da mata Atlântica

Em 2 anos, 31 mil hectares devastados

Uma área de Mata Atlântica equivalente a Belo Horizonte foi desmatada entre 2008 e 2010. Paraná está entre os quatro estados que tiveram mais árvores derrubadas



Publicado em 27/05/2011 | VANESSA PRATEANO - GAZETA DO POVO

Em dois anos, uma enorme clareira de 312 km² (cerca de 31 mil hectares), quase o tamanho de Belo Horizonte (330 km²), foi aberta nas florestas de Mata Atlântica no país. O dado, di­­vulgado na véspera do Dia da Mata Atlântica, comemorado hoje, faz parte do estudo Atlas dos Remanescentes Flores­tais da Mata Atlântica, lançado pela organização não-governamental SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesqui­sas Espaciais (Inpe). Nesse período, o desmatamento no país diminuiu 55%, mas os números lançam um alerta: hoje, apenas 11,6% da cobertura original, aquela que se encontrava de pé à época do descobrimento do Brasil, ainda resistem.

No levantamento, quatro estados chamaram a atenção: Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina e Paraná, que juntos desmataram quase 28 mil hectares no mesmo período, de 2008 a 2010. Hoje, Minas e Bahia vivem a situação mais alarmante, especialmente nas áreas com grande concentração de matas secas, na divisa entre os dois estados. A queima da madeira gera o carvão que abastece uma das indústrias mais lucrativas, a do ferro gusa, vendido no exterior. O resultado da falta de fiscalização pode ser visto no ranking elaborado pela ONG com os 100 municípios brasileiros que mais desmataram: dos 10 primeiros, 9 estão localizados nos dois estados.

Fatores

De acordo com Márcia Hi­­rota, diretora de gestão do conhecimento da ONG, vários fatores pressionam municípios e estados a descumprir a Lei da Mata Atlântica: assentamentos agrários mal realizados, especulação imobiliária, queima do eucalipto para a produção de carvão, expansão da fronteira agrícola e obras governamentais, como a construção de portos e anéis viários. Ela acredita que a aprovação da lei, que permitiu maior fiscalização, é um ponto positivo, mas ressalta a falta de conscientização como o maior entrave. “Não é somente o poder público que deve ser sensibilizado, mas a população. Nesses estados vivem 112 milhões de pessoas”.

Municípios

A importância dos municípios para o efetivo cumprimento da lei foi destacado pelos ambientalistas. Embora ainda dependa do estado para reprimir os crimes ambientais, o poder mu­­nicipal tem um papel im­­portante na prevenção, me­­diante educação ambiental e a adoção de critérios rígidos para frear a construção de empreendimentos em áreas de Mata Atlântica. “O município só de­­ve permitir aqueles que não derrubem a mata e que tenham princípios sustentáveis”, diz Márcia Hirota, que defende a implementação, por parte de prefeituras, do Plano Muni­ci­­pal de Mata Atlântica. O plano permite adotar critérios de preservação e recuperação das ma­­tas levando-se em conta as particularidades de cada município, mas é uma realidade distante em praticamente todas as cidades do país.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Decisão da Copa do Brasil será em Curitiba

CBF

Jogo de ida da final da Copa do Brasil será no Rio de Janeiro, em São Januário, no dia 1º de junho


- Foto: Rafael Ribeiro / CBF

A final da Copa do Brasil já tem mando de campo definido.

Em sorteio realizado nesta quinta-feira, dia 26, no prédio da sede da CBF, ficou definido que o Vasco jogará a partida de ida da final contra o Coritiba em casa, em São Januário, no dia primeiro de junho, às 21h50. O jogo de volta será no dia 8 de junho, no Estádio Couto Pereira, em Curitiba, às 21h50.

No sorteio, estavam presentes não só os funcionários da CBF, como o diretor de Competições Virgílio Elísio e o advogado Valed Perry, mas também o representante do time do Vasco Fabiano Lunz.

Bibinho confirma furto de carros


Rossoni diz que está tudo resolvido!

Ex-diretor-geral da Assembleia afirma que a Casa recebeu o seguro dos veículos

Publicado em 26/05/2011 | CHICO MARÉS E EUCLIDES LUCAS GARCIA

Pela primeira vez desde a publicação da série de reportagens Diários Secretos, o ex-diretor-geral da Assembleia Legislativa do Paraná Abib Miguel, o Bibinho, concedeu entrevista a um órgão da imprensa. À Rádio CBN, ele comentou o “desaparecimento” de 49 carros do Legislativo estadual entre 1991 e 2003 e criticou o deputado Reni Pereira (PSB), segundo-secretário da Casa e presidente da comissão responsável por fazer o balanço do patrimônio da Assembleia. Segundo Bibinho, os veículos foram roubados ao longo dos anos, tanto que a Casa recebeu o seguro dos automóveis. A afirmação foi confirmada ontem pelo presidente do Legislativo, Valdir Rossoni (PSDB).

De acordo com o relatório apresentado nesta semana à presidência da Assembleia, os registros informam que a Casa tem 55 carros. Desses, 48 foram roubados, seis estão ativos e um permanece desaparecido. Na semana passada, porém, Reni dizia que as informações sobre os furtos e sobre os automóveis encontrados eram bastante imprecisas, não se sabendo inclusive se o Legislativo tinha sido ressarcido pelo desaparecimento dos carros.

Em resposta ao parlamentar, Bibinho disse que a polícia foi avisada do roubo dos 48 veículos e a seguradora foi acionada. “A seguradora ressarciu o prejuízo e, para isso, exigiu o recibo do documento dos carros furtados, e foi dado. Se ela não deu baixa, o erro é dela”, afirmou. “O deputado conta que, estarrecido, encontrou desaparecidos 48 carros. Agora que ele sabe, precisa acionar com urgência a seguradora sob pena de ter prevaricado [ato de um agente público que procede contrariamente aos deveres do seu cargo].”

Bibinho declarou ainda que os seis carros ativos já estavam na Assembleia há muitos anos, para uso do presidente, do primeiro-secretário e da administração. “A população pode interpretar que eles estavam perdidos, escondidos ou que alguém teria levado para casa. Não era o caso”, comentou.

Ao ser questionado se não achava estranho o alto índice de carros roubados, Bibinho alegou não ver nenhuma estranheza no fato. “Eu não sou policial. Qual­quer ou­tra dúvida, dirija-se à delegacia de polícia, à de furtos de automóveis. Eles darão as explicações lá; eles têm o registro”, disse. O ex-diretor declarou que não se lembra do nome da seguradora e do tamanho do prejuízo causado pelos furtos.

Contra-argumentos

Questionado sobre as declarações de Bibinho, Reni afirmou que a única função da comissão presidida por ele era fazer um levantamento do patrimônio da Assembleia, sem nenhuma obrigação de tomar providências a respeito da situação levantada. “Não é uma comissão de investigação. O presidente é quem deve tomar os procedimentos cabíveis”, afirmou. “O presidente recebeu apenas a chave do gabinete. Nós começamos do zero. Alguns carros realmente estavam lá, mas não foram transmitidos na forma de inventário.”

Já Rossoni atribuiu o episódio a uma falha de administrações anteriores da Casa, que não teriam dado baixa dos veículos roubados no setor de patrimônio. “Houve uma tempestade em copo d’água. A Assembleia não teve nenhum prejuízo já que o seguro cobriu o roubo desses carros”, afirmou. “Infelizmente, estamos desenterrando algo de dez anos atrás para levantar o patrimônio da Casa. São veículos que foram roubados há pelo menos oito anos.”

Até o início dos anos 2000, a Assembleia mantinha uma frota de aproximadamente 150 carros. Cada deputado tinha dois veículos à sua disposição, além dos carros destinados à presidência e às secretarias. Em 2004, o então presidente do Legislativo, Hermas Brandão, anunciou que iria leiloar os automóveis para moralizar a Casa. Os carros tinham cerca de R$ 400 mil em multas não pagas.

Dilma pede que caso Palocci não seja politizado


Edson Sardinha - Congresso em Foco

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (26) que o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, está prestando todas as informações necessárias aos órgãos de controle do governo sobre sua evolução patrimonial e sua atuação como consultor no período em que era deputado. Ela defendeu que o caso não seja “politizado”. Na avaliação dela, isso ocorreu ontem, quando deputados do PSDB acusaram a Receita Federal de ter favorecido a empresa WTorre, assessorada por Palocci.

"A Fazenda demorou um tempo - cerca de dois anos - e a Justiça determinou o pagamento da restituição devida à empresa. Não se trata, de maneira nenhuma, de manipulação. Lamento que este caso esteja sendo politizado", declarou a presidenta, logo após um evento realizado no Palácio do Planalto esta manhã.

Segundo o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR), a WTorre recebeu restituição do Imposto de Renda em “tempo recorde” e, logo em seguida, fez doação para a campanha de Dilma, cuja coordenação estava a cargo de Palocci. Os petistas reagiram, alegando que a empresa também doou para a campanha do tucano José Serra à Presidência.

Há duas semanas o governo trava uma batalha com a oposição no Congresso para impedir a convocação do ministro, cujo patrimônio se multiplicou 20 vezes nos quatro anos em que ele esteve na Câmara. Palocci atribui os ganhos aos negócios feitos por sua empresa de consultoria. Os oposicionistas querem saber que tipo de consultoria ele prestava e se houve tráfico de influência.

Dilma também admitiu vetar artigos do novo Código Florestal, aprovado anteontem pela Câmara, que será analisado pelo Senado. "Nós temos obrigações diferentes e prerrogativas diferentes. Somos poderes e temos que nos respeitar. Eu tenho a prerrogativa do veto. Se eu julgar que qualquer coisa prejudique o país, eu vetarei. A Câmara poderá derrubar o veto", disse.

Desemprego tem a menor taxa para o mês de abril desde 2002, diz IBGE

População desocupada somou 1,5 milhão de pessoas no período.
Salário médio real dos ocupados caiu, para R$ 1.540.

Do G1, em São Paulo e no Rio

A taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou praticamente estável em abril, ao passar de 6,5% em março para 6,4%, conforme aponta levantamento divulgado nesta quinta-feira (26). Segundo a pesquisa, essa é a menor taxa para um mês de abril desde a reformulação da pesquisa, em 2002. Em abril do ano passado, a desocupação ficara em 7,3%.

A população desocupada chegou a 1,5 milhão de pessoas e ficou estável em relação ao mês anterior. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, registrou queda de 10,1%. Já a população ocupada somou 22,3 milhões, ficando estável em comparação com março. Sobre abril de 2010, foi verificada alta de 2,3%.



O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado atingiu 10,8 milhões em abril. Em relação a abril de 2010, houve crescimento de 6,8%.
“Isso significa a criação de quase 700 mil empregos formais. O mercado não expandiu significativamente em relação a março deste ano, mas cresceu nos últimos 12 meses”, disse Cimar Azeredo, gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do instituto.
De acordo com o IBGE, em nenhuma das regiões metropolitanas foi registrada "Variação significativa" quando comparada com março. Na comparação com o mesmo período de 2010, recuos foram observados no Recife (1,6 ponto percentual), no Rio de Janeiro (1,1 ponto percentual) e em Porto Alegre (0,8 ponto percentual). Nas outras regiões, houve estabilidade.
“A média dos quatro primeiros meses de 2010 da taxa de desocupação fechou em 7,4%. Em 2011, o primeiro quadrimestre registrou 6,4% , ou seja, uma queda de um ponto percentua. A gente está com um 2011 que se apresenta melhor do que 2010, considerando que a tendência é taxa de desocupação cair no fim do ano”, afirmou.
Salário
O rendimento médio real dos ocupados foi de R$ 1.540 em abril, registrando queda de 1,8% sobre março e aumento de 1,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação regional, em relação a março, os salários caíram 4,1% em Recife, 0,6% em Belo Horizonte, 3,3% no Rio de Janeiro e 1,9% em São Paulo. Por outro lado, registrou aumento em Salvador (3%) e em Porto Alegre (0,6%). Na comparação com abril de 2010, houve crescimento em Recife (6,3%), Salvado ( 2,0%), Belo Horizonte (5,8%), Rio de Janeiro (4,3%) e em Porto Alegre (2,3%). Em São Paulo o rendimento recuou 1,0%.
"Tem que ficar atento para ver se essa queda no poder de compra vai persistir ou foi apenas uma queda pontual”, disse o gerente.

Rossoni nomeia acusado de ser fantasma para direção na Alep



Roberto Costa Curta entra no lugar de Altair Daru, que caiu por ser filho de uma funcionária da Casa que não trabalhava na Assembleia

Publicado em 26/05/2011 | KARLOS KOHLBACH E EUCLIDES LUCAS GARCIA - Via Gazeta do Povo

O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Valdir Rossoni (PSDB), nomeou para o cargo de diretor administrativo da Casa um ex-servidor de seu gabinete que está sendo investigado pelo Ministério Público (MP) como possível funcionário fantasma. Roberto Cos­­ta Curta, atual tesoureiro da diretoria financeira da As­­sembleia, é um dos 13 integrantes e ex-servidores do gabinete de Rossoni que estão sendo investigados pelos promotores.

Rossoni anunciou ontem que Costa Curta assume a nova função a partir do dia 1.º de junho. Ele assume no lugar de Altair Carlos Daru, que foi demitido por Rossoni há quase um mês, depois que a Gazeta do Povo revelou que a mãe dele, Hellena Luiza Valle Daru, foi funcionária fantasma do gabinete de Rossoni entre 2003 e 2005. No mesmo dia, o presidente da Assembleia telefonou para Daru comunicando da demissão. Daru esteve nesta semana na Assembleia, tentando reaver o cargo, mas sem sucesso.

Costa Curta é formado em Filosofia e está terminando curso de Gestão de Tecnologia. A ligação dele com Rossoni é antiga. O novo diretor administrativo da Casa disse ontem por telefone que já trabalhou por muitos anos na empresa de compensados de Rossoni. Em 2009, ele foi contratado para trabalhar como diretor administrativo da Fundação Municipal de Saúde de Bituruna, na Região Sul do Paraná, pela secretária Otilia Rossoni Silveira, irmã do presidente da Assembleia. “Minha relação com o deputado vem de muitos anos. Sempre trabalhei com ele. Era uma espécie de coringa, sempre à disposição dele para atendê-lo”, disse Costa Curta.

Sobre o inquérito aberto pelo MP, Costa Curta afirmou estar tranquilo. “Quanto a isso [a investigação] estou bem tranqüilo e à disposição do MP”, disse. Rossoni ontem adotou o mesmo discurso e afirmou que, apesar da investigação, não vê problemas na nomeação. “Não vejo problema [no fato de ele ser investigado pelo MP]. Já o apresentei à im­­­prensa e ele confirmou que sempre trabalhou na Casa e nunca foi fantasma. Tanto que ele está à disposição do MP para qualquer esclarecimento”, comentou o presidente. “Ele tem experiência suficiente da área e, além disso, já conhece a Casa”, completou Ros­­­soni, citando que Costa Curta foi seu assessor parlamentar.

A diretoria administrativa da Assembleia foi ocupada por muitos anos por José Ary Nassiff, preso por duas vezes em 2010, acusado de integrar uma quadrilha que, segundo o Mi­­­nistério Público, desviou mais de R$ 200 milhões dos cofres da Assem­­­bleia. Ele, o ex-diretor ge­­­ral Abib Mi­­­guel, o Bibinho, e Cláudio Marques da Silva (ex-diretor de pessoal) foram detidos depois que a Gazeta do Povo e a RPC TV divulgaram na série Diários Secretos diversas irregularidades envolvendo o Poder Legislativo do estado.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Falha deixa Twitter 'em branco' para alguns usuários


Rede social reconhece problema e diz que site voltará ao normal 'em breve'.
Página aparece como se lista de perfis seguidos estivesse vazia.

Do G1, em São Paulo

Uma falha no serviço de microblog Twitter dificulta o acesso de parte dos usuários da rede social às mensagens postadas no site. Em algumas contas, ao tentar acessar as mensagens o usuário se depara com uma lista em branco.
Um aviso pede que o internauta passe a seguir outros perfis no Twitter para receber mensagens, como se a lista de "seguidos" e "seguidores" estivesse vazia.
No blog oficial, o Twitter reconhece a falha e diz que já está trabalhando para resolver o problema, o que deve ocorrer "em breve". De acordo com o site, a falha atinge apenas parte dos usuários cadastrados no serviço de microblog. A empresa diz que alguns usuários afetados já começaram a receber mensagens mais recentes, e que as publicações que "desapareceram" durante a falha devem reaparecer na linha do tempo em breve.

Salário de trabalhador com nível superior é 225% maior

Valor Online

SÃO PAULO - A diferença salarial por nível de escolaridade é maior do que por sexo, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base dos registros de 2009.

O assalariado com nível superior completo recebe até 225% a mais do que os trabalhadores sem faculdade. Na comparação por sexo, a diferença é de 24,1% - em favor dos homens.

De acordo com a pesquisa, dos 40,2 milhões de assalariados, 58,1% são homens. Eles são maioria em 15 das 20 atividades econômicas da pesquisa. No recorte por escolaridade, 83,5% não têm faculdade.

As grandes empresas empregam 57,7% dos assalariados com nível superior e um em cada cinco desses trabalha na indústria de transformação.

Santa Catarina foi o estado com maior participação de mulheres (39,6%) no pessoal assalariado e o Distrito Federal tinha a maior proporção de profissionais com diploma universitário (13,2%).

A pesquisa considera as 4,8 milhões de empresas e outras organizações integrantes do CEMPRE, que reuniam 40,2 milhões de assalariados, além de 6,5 milhões na condição de sócio ou proprietário.
(Karen Camacho | Valor)

Mantenha contato com a Presidenta Dilma



Terça-feira, 24 de maio de 2011


Olá ,

Depois de uma campanha gratificante, com ampla participação popular, conseguimos eleger Dilma Rousseff presidenta do Brasil.

Foi um momento histórico com dupla importância, do qual você fez parte: a eleição da primeira mulher presidente e também a primeira vez em que a internet teve papel relevante em uma campanha eleitoral.

Por meio do site oficial, dos blogs e das redes sociais, divulgamos notícias e informações, e muitas mobilizações se tornaram realidade. Com os emails cadastrados, como o seu, estabelecemos um canal de comunicação fundamental para mantê-lo atualizado sobre a campanha e para recebermos sugestões, comentários e críticas.

Agora vivemos uma nova fase e nossa intenção é continuar contando com a sua ajuda para tornar a comunicação cada vez mais próxima. Para isso, gostaríamos que você respondesse a uma rápida pesquisa sobre os assuntos que mais te interessam clicando abaixo. Dessa forma, vamos mantê-lo informado preferencialmente sobre os temas que escolher.

Muito obrigado e até breve.

http://acao.dilma.com.br/page/s/emcontato

Nesta quarta-feira (25) é comemorado o Dia do Orgulho Nerd. Para especialistas, os nerds não mudaram, são apenas mais aceitos.

Nerds transformam opiniões e viram os novos 'queridinhos' da sociedade


Laura Brentano e Gustavo Petró
Do G1, em São Paulo

Os nerds não mudaram. O que mudou foi a sociedade. Depois que os esquisitos do colégio se tornaram os homens mais ricos do mundo, ser nerd virou uma escolha, e não uma imposição. “Quando eu estava no colégio, o grupo de nerds era formado por pessoas que haviam sido excluídas de outros grupos. Hoje, as crianças optam por ser nerds”, conta Benjamin Nugent, autor do livro “American Nerd: The Story of my People” ("Nerd Americano: A História do Meu Povo", ainda sem publicação em português), em entrevista ao G1.

O Dia do Orgulho Nerd foi criado em 2006 para celebrar essa transformação. A data escolhida foi 25 de maio em referência à estreia do primeiro filme da série Guerra nas Estrelas, em 1977, um dos ícones do movimento. “Nerd é uma identidade subcultural que os jovens escolhem em uma prateleira onde também estão os hippies, punks e skatistas”, completa Nugent.
“O nerd não mudou. Ele continua sendo aquele cara completamente ligado e entendido sobre certos assuntos, como tecnologia e quadrinhos. O que mudou foi a cultural atual, que valoriza isso. Os nerds querem ser nerds e as pessoas querem ter nerds por perto”, explica a especialista em comunicação e cultura Lia Amancio.

Para Nugent, a maior aceitação dos nerds pela sociedade os tornou mais sociáveis. Hoje, eles se sentem mais confortáveis ao serem chamados de nerds, especialmente as meninas. “No momento em que há mais meninas no grupo, isso muda tudo para melhor. Quando eu tinha 14 anos, havia apenas uma menina que saía com a gente. Uma”, conta Nugent.
“É notável o quanto os nerds permanecem os mesmos. O livro ‘Tom Brown's School Days’, escrito em 1857, mostra nerds construindo máquinas em seus quartos e sendo oprimidos por fazerem isso” explica Nugent, citando a obra publicada há mais de 150 anos. “Naquela época, eles não eram chamados de nerds, mas já existiam.”
O termo “nerd” foi citado pela primeira vez no livro “If I Ran the Zoo” (“Se eu Cuidasse do Zoológico”), em 1950, para descrever um bichinho desengonçado, e se tornou popular nos Estados Unidos no início da década de 60.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Veja como os deputados votaram o Código Florestal

Com a bancada do PT liberada, base do governo dividiu-se na aprovação do relatório de Aldo Rebelo

Renata Camargo

Com a base rachada, o projeto de lei que cria o novo Código Florestal, de autoria do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), mostrou que, no Congresso, a força do Executivo dependerá do teor da matéria. Muito polêmica, a votação do novo código separou o plenário em dois grupos de força: de um lado, ruralistas, que uniram a maioria da base e oposição, e de outro, ambientalistas, que agora terão que traçar novas estratégias para costurar mudanças no texto no Senado.

Do maior partido da Casa, o PT, os votos contrários ao texto de Aldo vieram de 35 deputados. A orientação do partido foi favorável à matéria, mas o líder da bancada, deputado Paulo Teixeira (SP), liberou os parlamentares que quiseram votar contra. Do PMDB, segundo maior partido, todos os parlamentares encaminharam a favor. O PSDB, terceiro partido em tamanho na Câmara, contou apenas com o voto contra do deputado Ricardo Tripoli (RJ).

Alfredo Sirkis PV RJ
Antônio Roberto PV MG
Dr. Aluizio PV RJ
Fábio Ramalho PV MG
Guilherme Mussi PV SP
Lindomar Garçon PV RO
Paulo Wagner PV RN
Ricardo Izar PV SP
Roberto de Lucena PV SP
Roberto Santiago PV SP
Rosane Ferreira PV PR
Sarney Filho PV MA
Alessandro Molon PT RJ
Amauri Teixeira PT BA
Antônio Carlos Biffi PT MS
Artur Bruno PT CE
Chico D`Angelo PT RJ
Cláudio Puty PT PA
Domingos Dutra PT MA
Dr. Rosinha PT PR
Erika Kokay PT DF
Eudes Xavier PT CE
Fátima Bezerra PT RN
Fernando Ferro PT PE
Fernando Marroni PT RS
Francisco Praciano PT AM
Henrique Fontana PT RS
Janete Rocha Pietá PT SP
Jesus Rodrigues PT PI
Jilmar Tatto PT SP
João Paulo Lima PT PE
Leonardo Monteiro PT MG
Luiz Alberto PT BA
Márcio Macêdo PT SE
Marcon PT RS

Quem votou contra o projeto do novo Código Florestal
Marina Santanna PT GO
Nazareno Fonteles PT PI
Newton Lima PT SP
Padre João PT MG
Padre Ton PT RO
Paulo Pimenta PT RS
Pedro Uczai PT SC
Professora Marcivania PT AP
Rogério Carvalho PT SE
Sibá Machado PT AC
Valmir Assunção PT BA
Waldenor Pereira PT BA
Chico Alencar PSOL RJ
Ivan Valente PSOL RJ
Ricardo Tripoli PSDB RJ
Deley PSC RJ
Audifax PSB ES
Glauber Braga PSB RJ
Luiza Erundina PSB SP
Dr. Paulo César PR RJ
Liliam Sá PR RJ
Arnaldo Jordy PPS PA
Roberto Freire PPS SP
Brizola Neto PDT RJ
Miro Teixeira PDT RJ
Paulo Rubem Santiago PDT PE
Reguffe PDT DF
Vieira da Cunha PDT RS

*
A votação do novo código é um termômetro do apoio da base aliada do governo dentro do Congresso. O principal medidor se dará na posição dos deputados na apreciação da emenda 164, que está em votação neste momento. A proposta consolida todas as áreas de produção existentes no país em áreas de preservação permanente (APPs). De acordo com a emenda, áreas de proteção já desmatadas devem permanecer como estão, sem a necessidade de reflorestamento. O governo é contra essa proposta.

Ratinho Junior descarta hipótese de vice e intensifica articulação para ser prefeito de Curitiba



Denise Mello E Luiz Henrique Oliveira - Banda B

O deputado federal Ratinho Junior (PSC), que recebeu o maior número de votos nas eleições de 2010, intensifica a articulação nos bastidores para se candidatar a prefeito de Curitiba. Ratinho diz que, inclusive, já iniciou conversas com partidos como PMDB e PT. Em entrevista à Banda B, na tarde desta terça-feira (24), o deputado negou qualquer hipótese de ser vice em alguma chapa. Ele garantiu que pretende se tornar prefeito de Curitiba em 2012 e trabalha para isso.

“Estamos construindo um trabalho para viabilizar uma candidatura, mas não depende apenas de minha vontade. Para mim será uma grande honra ser candidato a prefeito de Curitiba, quero viabilizar um projeto para construir essa candidatura e concorrer nas eleições do ano que vem”, disse o deputado.

Questionado sobre quais partidos poderiam apoiá-lo, Ratinho Junior preferiu deixar todas as portas abertas, por enquanto. “Tenho bom relacionamento com PMDB e PT, só que não adianta conversar com partidos que já tenham candidatos, vou buscar quem queira fazer projetos que vão de encontro com o que eu quero”, ponderou.

Vice não

E se alguém conta com a possibilidade dele ser vice-prefeito em uma composição, pode desistir, garante. “Eu acredito que contribuo mais com o debate da cidade abrindo uma candidatura própria, tive uma votação expressiva, com 12% dos votos válidos, vindo de eleitores que acreditaram no nosso trabalho. Vice é uma expectativa ao poder, não cogito essa possibilidade. Se for para ser vice, prefiro continuar no Congresso lutando por nosso estado”, detalhou.

E como prova de que a articulação de Ratinho em prol de sua candidatura caminha a passos largos, já existe até um convite para que o ex-deputado federal Marcelo Almeida, do PMDB, seja o coordenador de sua campanha. “Conversei com o Marcelo, que é meu amigo, uma pessoa íntegra e que tecnicamente talvez seja a pessoa mais preparada para ajudar a capital. Fiz um pedido para que me ajudasse na construção deste projeto e no momento estamos apenas viabilizando isto, vamos aguardar o futuro”, finalizou.

O que diferencia os mensalões do PSDB, do PT e do DEM (II)

Via Congresso em Foco

Em segundo artigo sobre o assunto para o Congresso em Foco, o procurador Manoel Pastana afirma que o que diferencia os três casos apelidados de mensalão são os tamanhos das organizações criminosas
Manoel Pastana*

Os fatos indicam que a diferença entre os esquemas delituosos, conhecidos por mensalões, está, primeiramente, no tamanho da organização criminosa. No mensalão do PT, produziram-se atos normativos sucessivos (a Medida Provisória 130/2003, que se converteu nas Leis 10.820/2003 e 10.953/2004 e os Decretos 4.799/2003 e 5.180/2004, além de instruções normativas). Essa produção legislativa e normativa e mais inúmeros atropelos a procedimentos administrativos, bem como a utilização escancarada da estrutura da Administração Pública, denotam que tal organização criminosa é, de longe, a maior que já operou neste país. Para se ter uma idéia, o esquema PC Farias, que derrubou o Governo Collor, parece uma “batida de carteira”, se comparado ao Mensalão do PT.

A outra diferença entre os mensalões, na verdade, não diz respeito aos esquemas delituosos, mas na forma como foram combatidos. Por exemplo, no mensalão do PSDB, o chefe do Executivo foi acusado. No mensalão do DEM, o chefe do Executivo foi acusado, sem contar o insistente pedido de intervenção no Distrito Federal. Já no mensalão do PT, o chefe do Executivo NÃO foi acusado, apesar de haver mais provas contra ele do que contra o apontado, na denúncia, como o líder do esquema criminoso.

No meu livro autobiográfico, De Faxineiro a Procurador da República, revelo que a “falha” não ocorreu apenas na acusação, mas também na investigação. Por exemplo, Marcos Valério, apontado como o operador do esquema criminoso, destruiu provas (queimou notas fiscais etc.), mas o ex- procurador-geral da República Antonio Fernando, autor da denúncia do mensalão do PT, não viu motivos para prendê-lo.

Em quase duas décadas atuando na área criminal, eu nunca vi um investigado dar tanto motivos para ser preso. Também nunca vi tanta resistência por parte de um membro do Ministério Público para que um investigado, destruidor de provas, não fosse preso. Por exemplo, 19 membros da CPI (tinha 20 membros) instaram o dr. Antonio Fernando a requerer junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão de Marcos Valério, mas o então procurador-geral não concordou e até chegou a discutir na imprensa com o presidente da República Antonio Fernando, autor da denúncia do mensalão do PT, não viu motivos para prendê-lo.

Curioso é que, pouco tempo depois, o mesmo procurador promoveu embate na mídia com um ministro do STF que havia deferido liminar em habeas corpus levando à liberdade presos da operação Navalha. Neste caso, que não havia notícia de que algum investigado estivesse destruindo provas, o procurador Antonio Fernando queria a prisão a todo custo, contrariando seu comportamento anterior em que fez de tudo para não pedir a prisão de Marcos Valério, que destruía provas descaradamente. É muito estranho.

Mais estranho ainda foi o fato de Valério pedir para colaborar nas investigações, a fim de obter o benefício legal da delegação premiada (que reduz ou até isenta de pena o delator) e o dr. Antonio Fernando não concordar, sob o argumento de que a delação seria “prematura” e “inoportuna”. Ora, os benefícios da delação premiada são aferidos no final do processo, quando se saberá se a ajuda do delator contribuiu efetivamente para a identificação dos demais envolvidos.

Portanto, não há como falar-se em prematuridade de um procedimento cuja aferição faz-se no final. Destarte, a atitude de Antonio Fernando, para lá de estranha, deixou escapar instrumento valioso para apurar delitos praticados por mentes criativas, cujas provas os criminosos não costumam registrar em cartório. Por exemplo, no mensalão do DEM, se não fosse a colaboração do delator Durval Barbosa, jamais o ex-governador José Arruda perderia o mandato. Se fosse aceita a colaboração de Marcos Valério, certamente o estrago seria ainda maior (bem maior) do que o proporcionado por Durval Barbosa, que levou para a prisão o ex-governador do DF.

Apesar da investigação ter ocorrido de forma absolutamente incomum, sobraram provas para acusar Lula, mas o ex-presidente não foi denunciado. Lula não poderia ficar de fora da ação penal que tramita no STF, pois, sem ele, que praticou atos materiais, rompeu-se o elo probatório para se chegar aos autores intelectuais, que não praticaram atos materiais. Por exemplo, na denúncia está escrito que o banco BMG foi favorecido por empréstimos consignados em folha de pagamento a aposentados, proporcionando lucros extraordinários e que parte do dinheiro teria sido repassada ao partido da situação por meio de empréstimos fictícios (recentemente, um relatório da PF diz que, além do PT, mais três empresas suspeitas de envolvimento no mensalão também receberam “empréstimos” do referido banco). A denúncia diz que foi a Medida Provisória 130/2003 que criou a situação para a prática delitiva (autorizou empréstimos a aposentados consignados em folha de pagamento).

Ocorre que quem assinou a famigerada medida provisória não foi José Dirceu, apontado na denúncia como o líder da quadrilha. Também não foi Dirceu quem assinou o Decreto 5.180/2004 que socorreu o referido banco em face do indeferimento de sua pretensão, pois a medida provisória não deixava claro se banco não pagador de benefício previdenciário (situação do BMG) poderia participar dos empréstimos consignados em folha de pagamento dos aposentados. Daí, o BMG teve sua pretensão rechaçada pela Procuradoria Federal do INSS, sendo necessária a edição do referido Decreto que permitiu ao banco não pagador de benefício habilitar-se. Esse decreto não foi assinado por José Dirceu.

Também não foi José Dirceu quem assinou as mais de dez milhões de cartas enviadas a aposentados do INSS instando-os a fazer os empréstimos, favorecendo o BMG de tal forma que, com apenas dez agências bancárias, superou a Caixa Econômica Federal (CEF) com suas mais de duas mil agências. A CEF era a única instituição financeira que concedia os empréstimos e já vinha fazendo há quase um ano, quando o BMG, favorecido pelo mencionado decreto e atropelos administrativos que o habilitaram em prazo recorde, ingressou no mercado. Até meados de 2005, com tais empréstimos, a CEF faturou cerca de dois bilhões, trezentos e oitenta milhões de reais; enquanto que o minúsculo BMG, segundo o Tribunal de Contas da União, favorecido pela propaganda de mais de dez milhões de cartas, faturou mais de três bilhões de reais. Isso em prazo inferior a um ano (outubro de 2004 a agosto de 2005).

Também não foi José Dirceu quem assinou o Decreto 4.799/2003, que alterou a forma de publicidade do Governo Federal, proporcionando às empresas de Marcos Valério o domínio e o controle do serviço de publicidade da área federal. Isso permitiu as mais variadas formas de fraudes. E mais. Proporcionou a Marcos Valério status de administrador de recursos públicos, passando por suas mãos recursos públicos destinados a patrocínios e pagamentos de publicidade.

Quem assinou a Medida Provisória 130/2003, os Decretos 4.799/2003 e 5.180/2004, bem como as cartas-propaganda foi o ex-presidente Lula. Como ele não foi denunciado, não há como chegar ao apontado na acusação como sendo o líder da quadrilha, José Dirceu, pois este nada assinou e nem mandou bilhetes. Aliás, no meu livro antecipo a absolvição de Dirceu, justamente porque não se tem como chegar nele, uma vez que não praticou atos materiais. Quem os praticou foi o ex-presidente Lula, mas como ele não foi acusado, não se tem como alcançar os prováveis autores intelectuais do engenhoso esquema criminoso, pois estes não deixaram rastros. Assim, apenas integrantes braçais da quadrilha que deixaram pistas serão punidos, brandamente.

Causou-me estranheza o fato de o Dr. Antonio Fernando não ter pedido a prisão de Marcos Valério, embora fosse público e notório que ele estava a destruir provas; ter recusado auxílio deste, porque achou que a delação premiada seria prematura e inoportuna; ter deixado de fora da acusação o ex-presidente Lula; ter pedido a prisão de todos os acusados quando ofereceu a denúncia, sabendo-se que se o Relator aceitasse o pedido de prisão dos acusados (ele indeferiu), causaria tumulto processual que inviabilizaria a causa (o pedido intempestivo da prisão foi muito estranho, pois a hora de ter feito era quando Valério destruía provas. Porém, quando era preciso, Antonio Fernando não quis de jeito nenhum). E mais. É sabido pelos bons profissionais do Direito (o dr. Antonio Fernando é um bom profissional do Direito), que a denúncia deve ser uma peça objetiva e concisa, sendo que as discussões de pormenores ficam para as alegações finais.

Ocorre que a denúncia do mensalão não segue esse padrão, o que é muito estranho, porquanto as peças do dr. Antonio Fernando são bem objetivas e concisas. A denúncia em questão é muito longa (136 laudas), com muitos relatos complementares (vários pormenores despiciendos) que a enfeitaram com inúmeras referências em intermináveis notas de roda pé, feitas com letrinhas de difícil visualização, o que faz a leitura da peça acusatória ser extremamente cansativa e de difícil compreensão. A inicial acusatória está eivada de divagações que, data venia, mais parecem contos policiais desconexos. São muitas historinhas paralelas. Cotejando-se com o indisfarçável esforço no sentido de que Valério não colaborasse, a redação prolixa da denúncia deixa margem para muitas interpretações.

Salta aos olhos a forma diferenciada como foram conduzidas a investigação e a acusação do mensalão do PT, comparando-se aos outros mensalões. O pior é que a série de absurdos não se limita a tratamento processual diferenciado, mas também a doentias persecuções realizadas contra procuradores que tentaram investigar e/ou processar (de verdade) integrantes do partido da situação. Esse assunto é objeto do meu próximo artigo.

*Procurador da República e autor do livro autobriográfico De Faxineiro a Procurador da República

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Twitter avisará por e-mail se retwittarem ou favoritarem seus tweets


O Twitter anunciou em sua conta no microblog nesta segunda-feira que vai passar a notificar usuários por e-mail quando seus tweets forem retwittados ou favoritados.

Atualmente, o twitteiro já recebe um aviso por e-mail cada vez que é seguido por uma nova pessoa ou quando recebe mensagens diretas. Para quem usa o Twitter com frequência, o novo aviso pode causar um baita congestionamento na caixa de entrada do e-mail. Mas a opção da notificação deve ser incluída em breve na área de configurações, no mesmo lugar onde você define se quer receber os e-mails ou não. Por hora, a novidade ainda não está por lá, como você pode ver na imagem abaixo.

Será que é uma iniciativa válida ou vai acabar parecendo um spam?

domingo, 22 de maio de 2011

Veja como é garantida a liberdade de expressão em SP



O PSDB as vezes desce do muro e normalmente é para botar a polícia na rua contra manifestações populares legítimas.

Mas se a polícia de SP já recebeu ordens para bater em professores e trabalhadores não é de se estranhar que batesse em manifestantes da marcha da maconha.

É a política da prática que nega o discurso.

Enquanto FHC faz palestras com a defesa importante da discussão sobre a descriminalização da maconha, a polícia de SP joga bombas de gás nos manifestantes que defendem a mesma coisa.

Veja vuvuzelada FHC e a maconha

RATINHO JUNIOR NÃO QUER AVENTURA



O deputado deixou claro, em entrevista,

que se vier a disputar a Prefeitura de Curitiba,

quer participar em igualdade de condições e com seriedade



O Projeto do deputado federal Ratinho Junior (PSC/PR), premiado pela Unesco, sobre a retirada das armas ilegais das ruas – na época, como deputado estadual -, e que agora se expande para todo o País, com a criação, em breve, de um Fundo pelo Ministério da Justiça, foi um dos temas da entrevista, no quadro “Atualidades”, do Programa “Tela Normal Un”, da Universidade Positivo. O encontro foi nesta semana. Para o entrevistador Rodolfo May, Ratinho ainda respondeu a perguntas sobre a atual posição política sua e, também, a do PSC no Paraná e no País, como uma das siglas que mais cresceu nos últimos anos. E, a respeito do fato de o seu nome aparecer como pré-candidato à Prefeitura de Curitiba, ele disse: “eu me sinto honrado, mas se isto vier a acontecer, não pode ser uma aventura”. E para isto, Ratinho Junior estuda e se prepara para novos vôos políticos.


No decorrer da entrevista, Ratinho Junior explicou o Projeto que apresentou, há poucos dias, em Brasília, ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para a criação de um Fundo Nacional, no qual serão injetados R$ 300 milhões pelo Governo Federal. Os recursos serão aplicados em parcerias, com as Secretarias de Justiça nos Estados, para garantir melhor qualidade de vida e de salários a todos os policiais do País. “Assim, se paga o coletivo e não mais a um único policial, uma vez que essas ações, de retiradas de armas ilegais das ruas, são sempre realizadas em equipe”, argumentou. Ratinho Junior põe fé que essas ações conjuntas vão diminuir a violência no País.


Ao falar sobre a possibilidade de uma pré-candidatura à Prefeitura de Curitiba, como é cogitada pela mídia, o deputado deixou claro que a proposta deve sair do partido e, ainda, o PSC terá de compor boas chapas às Câmaras Municipais, para a possibilidade de o seu nome entrar nas regiões em que ele não possa estar. “Temos de mostrar também o Projeto do PSC Nacional que, neste ano, quer candidatos nas mais importantes cidades do País”, destacou.




Da Assessoria de Imprensa


(41) 3352 9297 e 3076 3350