quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

PMDB prepara-se para receber de volta Fruet


do blog do Esmael

Está em curso uma reviravolta na direção do PMDB do Paraná visando às eleições de 2012.

Parlamentares federais e estaduais do partido articulam recomposição no diretório estadual e no nos principais diretórios municipais do estado.

Na última terça-feira (22), os deputados estaduais se reuniram em jantar para analisar a dissolução da direção em Curitiba e em outros importantes municípios.

“Fala-se muito dos problemas de Curitiba, mas as deficiências no partido existem em pelo menos 99 diretórios no estado”, disse o ex-governador Orlando Pessuti, um dos estrategistas das mudanças em andamento.

Na capital, o objetivo da legenda é preparar-se para receber de volta o ex-deputado federal Gustavo Fruet para disputar a prefeitura em 2012.

Fruet tende deixar o ninho tucano porque o PSDB deverá optar pela indicação do vice na chapa do atual prefeito, Luciano Ducci (PSB), que disputará a reeleição.

O grupo do senador Roberto Requião, que já não tem maioria no PMDB, defende uma composição com o prefeito curitibano. Ducci é aliado de primeira hora do governador Beto Richa (PSDB).

Extra-oficialmente, diversos peemedebistas estariam ocupando cargos de confiança na administração de Ducci. Esse fato mostraria o desejo de os requianistas buscarem uma composição com o prefeito em detrimento da candidatura própria.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

STF concede liminar que dá posse a suplente de partido

via site do STF

O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar no Mandado de Segurança (MS) 30357 na qual determina que a Mesa da Câmara dos Deputados observe o partido, e não a coligação, para empossar suplente em razão do afastamento do deputado Danilo Cabral (PSB-PE), que assumiu a Secretaria das Cidades no governo de Pernambuco.

O mandado de segurança foi impetrado por Severino de Souza Silva, que é filiado ao PSB e integrou a coligação Frente Popular de

Pernambuco, composta por nove partidos políticos para disputar as eleições de 2010. Severino informa que figura como terceiro na ordem de suplência, mas, excluindo-se os candidatos filiados a outros partidos, passa a figurar como primeiro suplente, com direito à posse na vaga do deputado licenciado.

De acordo com o ministro Marco Aurélio, encerradas as eleições não se pode cogitar de coligação. “A votação nominal se faz presente o número do candidato, sendo que os dois primeiros algarismos concernem não a imaginável número de coligação – de todo inexistente –, mas ao da legenda. Encerradas as eleições, então, não se pode cogitar de coligação. A distribuição das cadeiras – repito – ocorre conforme a ordem da votação nominal que cada candidato tenha recebido, vinculado sempre a um partido político”, sustentou.

Em sua decisão, o ministro relator também invocou a necessidade de estabilidade das bancadas partidárias definidas no início da legislatura. “Não se pode conceber que, em caso de licença de determinado titular, vinculado a este ou àquele partido, venha a substituí-lo suplente de partido diverso, potencializando-se algo que, em última análise, visa um somatório de forças políticas para lograr êxito nas eleições e que tem a personalidade jurídica imprópria cessada após o pleito”, afirmou.

O ministro pediu informações ao presidente da Câmara dos Deputados sobre o caso, para subsidiar a decisão de mérito.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A vaga é do Partido. Estão avisados!


No Paraná, o primeiro suplente da coligação PT/PMDB/PDT nas eleições de outubro de 2010, Elton Welter (PT) trava uma batalha judicial com Gilberto Martin (PMDB) pela cadeira de Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) na Assembleia Legislativa (Alep). Romanelli se licenciou para assumir a Secretaria de Estado do Trabalho.
Empossado no dia 2 de fevereiro, Welter deixou o cargo na segunda-feira (14) por força de liminar do Tribunal de Justiça do Paraná favorável a Martin. A decisão foi tomada com base em sentença do Supremo Tribunal Federal (STF) de que o mandato pertence ao partido, e não a coligação.
Na última sexta-feira (18), o TJ iniciou o julgamento do agravo regimental em defesa de Welter. O julgamento, no entato, foi adiado depois que desembargador Paulo Cezar Bellio pediu vistas do processo.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Diretórios do PSDB na Região com os dias contados


Diretórios do PSDB

A direção do PSDB estadual anunciou nesta semana que vai promover a dissolução de alguns diretórios municipais. Onde integrantes da sigla não se organizaram nas últimas eleições ou que aparentemente fizeram “corpo-mole” no processo eleitoral haverá mudanças.

Teremos mudanças no sítio.

Rossoni admite que sabia sobre fantasmas na AL


da Gazeta do Povo

Valdir Rossoni, presidente da Assembleia Legislativa do Paraná.

Publicado em 20/02/2011 | KARLOS KOHLBACH E EUCLIDES LUCAS GARCIA

O presidente da Assembleia Le­­gislativa do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB), admitiu, em entrevista exclusiva concedida na última quinta-feira, que sabia da existência de funcionários fantasmas desde 2001 – quando foi primeiro-secretário da Casa. Na época, conta o deputado, ninguém se insurgia contra os desmandos no Legislativo porque a Assembleia era dominada por um grupo que se apoderou das decisões e dos rumos da Casa. “Qualquer mu­­dança naquela época seria apenas paleativa.” A presença de servidores fantasmas no legislativo paranaense permitiu a ação de uma quadrilha que desviou dinheiro dos cofres da Assembleia – denúncia feita pela Gazeta do Povo e pela RPC TV na série Diários Secretos e depois comprovado pelo Ministério Público Estadual. À frente dessa quadrilha estavam os ex-diretores Abib Miguel, o Bibinho, José Ary Nassiff e Cláudio Marques da Silva.

O afastamento de Bibinho do comando da Assembleia, conta Rossoni, foi o estopim para que os seguranças da Casa tentassem tomar o poder – até então nas mãos de Abib Miguel, a quem Rossoni define como o comandante dos seguranças. O tucano anunciou mudanças radicais na administração da Casa em direção à moralização do Poder Legislativo do Paraná. Na entrevista ele adianta que as próximas medidas, previstas para semana que vem, vão impactar em pessoas importantes.


Uma das primeiras medidas anunciadas pela nova direção da Assembleia foi a contratação da Fundação Getúlio Vargas para realizar uma auditoria na Casa. A FGV já foi contratada?

Não. O deputado Plauto [Miró, primeiro-secretário] procurou a FGV, tivemos uma reunião aqui na Casa. Eles ficaram de nos apresentar uma proposta e não nos apresentaram.

Outra iniciativa anunciada e ainda não implantada foi o novo portal da Assembleia.

Acho que em 20 dias o site vai estar do jeito que nós queremos. Nós nem apressamos muito o portal porque vamos começar agora a nomear funcionários dos gabinetes. Assim o site entra no ar com os gabinetes, lideranças, comissões e a parte da administração atualizada. Cada deputado vai ter uma página mostrando quem são os funcionários.

E em relação à divulgação de salários?

Não vamos divulgar. Há uma decisão da Justiça que proíbe a divulgação dos salários. Se ela permitir nós divulgamos. Mas claro que vamos divulgar a simbologia dos cargos.

Isso não atrapalha o trabalho de fiscalização em relação a pagamentos ilegais?

A responsabilidade é nossa, da Casa. Se estamos estabelecendo um limite no valor dos salários é para não incorrer em erro. Caso contrário, estaríamos nos autoincriminando.

E em relação ao controle de frequência de funcionários para evitar casos de funcionários fantasmas?

[A frequência] será feita pelo ponto biométrico que será implantado para funcionários efetivos e comissionados da administração. Não vamos tratar de ponto de funcionário de gabinete de deputado. Cada deputado responde por seus servidores. Eu não posso cuidar de 54 deputados.

Na prática, como vai ser feito esse controle de frequência?

Vai ser pela digital do funcionário e será interligado com a diretoria financeira da Casa, que automaticamente vai verificar a frequência. Se não apareceu e não tem justificativa, desconta o salário.

Recentemente a Assembleia passou por mais um recadastramento, o terceiro em um ano, e descobriu-se que os fantasmas permaneciam na Casa. Como explicar?

Olha eu não posso te precisar se os funcionários efetivos passaram por esses recadastramentos porque nós não encontramos esses documentos dentro da Assem­­­bleia.

O senhor quer dizer que o recadastramento anunciado pelo ex-presidente Nelson Justus (DEM) não aconteceu?

Não posso precisar se foi feito ou não foi feito. Fato é que não achamos.

As denúncias de servidores fantasmas mostradas pela Gazeta do Povo e pela RPC TV mostraram que alguns deles estavam empregados na Assembleia desde 1994. O senhor, como primeiro-secretário da Casa em 2001, não viu isso?

Eu vi. Vi e digo que ninguém faria as mudanças se não fosse dessa forma que está sendo feita agora, começando na portaria da Assembleia. Começar de lá para chegar aqui em cima. Ninguém faria as mudanças. Faria como já foi feito, com mudanças paleativas que não resolviam os problemas.

Por que as mudanças não aconteceriam?

Pelo tempo das pessoas aqui dentro. Eles se apoderaram disso aqui. Isso aqui não era mais uma Casa do Povo. Era uma Casa de uns 30.

Naquela época não tinha como sanar isso?

Sinceramente, não.

O senhor comunicou isso ao presidente na época (Hermas Brandão)?

Na verdade não existia clima. Qualquer movimento que você fizesse seria obstruído. Ou você tomava as medidas radicais para cortar de fio a pavio ou não aconteceria nada.

Não pensou em fazer uma denuncia ao MP na época?

Não, não pensei. Você não tinha acesso a alguns departamentos da Casa naquela época. Só agora estou tendo acesso a todos os cantos da Casa. Na época você sentia que podia administrar melhor.

Na gestão passada, o senhor não assinava os atos como segundo-secretário. Qual é o motivo?

Foi uma proposta que eu fiz à Mesa Executiva que eu só assumiria a segunda-secretaria se não fosse responsável por nada. Assumiria responsabilidade somente numa eventual substituição ao primeiro-secretário.

Como avalia as gestões passadas?

Não vou avaliar porque muitas medidas que eu ainda vou tomar são medidas impopulares para as administrações anteriores.

Quais medidas?

Vou cortar efetivações irregulares, aposentadorias irregulares que foram aprovadas nas gestões passadas. Vai ter gente que não vai gostar. Não quero antecipar, mas estamos aguardando o parecer dos procuradores e se for apontado irregularidade que eu posso corrigir, eu vou tomar as medidas cabíveis.

Existe algo que possa fazer o senhor retroceder?

Nada. Só a morte.

Amanhã o ex-presidente Nelson Justus (DEM) deve oficialmente assumir a presidência da mais importante comissão da Casa, a CCJ. Essas medidas de moralização vão passar pela CCJ?

Nenhuma mudança vai passar pela CCJ. Toda a mudança é de autonomia da Comissão Executiva e não precisa passar pela CCJ. E se alguma medida precisar passar por qualquer comissão da Casa, vamos encaminhar direto para o plenário. Transformamos o plenário em Comissão Geral e discutimos as medidas lá com todos os deputados. Se depender de mim não vai passar por nenhuma comissão. Até porque são medidas emergenciais.

A primeira medida tomada pela nova Mesa foi passar a segurança da Assembleia para a Polícia Militar. Na época, falou-se num poder paralelo atuando dentro da Casa que seria comandado pelo Tôca [Edenilson Carlos Ferry, chefe dos seguranças]. Por que ninguém nunca falou desse poder paralelo?

Essa é uma pergunta que tem que ser feita aos ex-dirigentes da Casa. Eu não posso responder por eles.

Esse poder do Tôca vinha de onde?

O que ocorreu foi que até um determinando momento eles tinham um comandante, uma pessoa que era o diretor da Casa, o Abib Mi­­­­guel. Com o afastamento do diretor, eles extrapolaram cada dia mais a sua autoridade. Para você ter uma ideia, eles chegaram ao pon­­­to de impor salários e fazer interferências na contratação de pessoas.

Na época o senhor falou em ameaça de morte. Essa foi a maior dificuldade nesse processo?

A maior dificuldade foi me eleger presidente. Eu sou um falante, quase não tenho segredos. Me silenciei nos últimos 30 dias porque senão não seria presidente. Depois que eu assumi, que me deixaram sentar naquela cadeira, eu não tive mais dificuldade. Mesmo nos momentos que tivemos de chamar a polícia, determinar a invasão da Casa, isso já não foi dificuldade.

O que mais lhe impressionou nas irregularidades descobertas dentro da Casa?

Primeiro foi a desorganização. A falta de hierarquia. O excesso de funcionários. O número de servidores que recebiam altos salários e não trabalhavam. A gente percebia alguma coisa, mas não tinha a dimensão. Agora os pagamentos da Assembleia estarão em tempo real na internet.

Pinga-fogo

“Várias instituições representativas serão ouvidas e vamos estudar as defensorias em diversos estados na Federação para termos a melhor Defensoria aqui no Paraná.”

Ademar Traiano, líder do governo da Assembleia paranaense, explicando o pedido do Executivo para que o projeto que cria a Defensoria Pública do Paraná retorne ao Palácio das Araucárias.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Vereadores Rose e Fuscão juntos em 2012!


Última da Política Tenenteana

Vereadores Rosemari e Fuscão na mesma chapa em 2012.


Para agradar gregos e baianos, está se formando um grande grupo em torno dos nomes dos vereadores Fuscão (PPS) e Rosemari (DEM) para concorrer juntos as eleições em 2012.

Isso agradaria a maioria da população que aclama por renovação no executivo tenenteano.

Agora só faltam detalhes, como quais serão os partidos que trariam mais força a composição.

Certos que PSC, PSB e PTB estariam nessa mesma união.

Tornando-se possível essa conjuntura, o PSDB tenenteano faria parte do grupo.

Ratinho Jr a Bola da Vez!



Pode ser tudo. No fuzuê que começa a se formar por conta da eleição para a prefeitura de Curitiba no ano que vem, o cacife do deputado federal Ratinho Junior (PSC) cresce em progressão geométrica. Ele deverá ser o político mais cobiçado para compor chapa como vice. Mas pode ser que, se procurado, ele proponha o inverso.


(Nota do Blog de Zé Beto, no Site Jornale, publicada nesta segunda-feira, 14.02.2011)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Twitada de Requião e Tenenteano vira manchete estadual


Do Blog da Joice

Do twitter do senador:

“Rossoni tem que ser interrogado, não entrevistado”.


@ @ @ @ Rossoni tem que ser interrogado, não entrevistado.

Logo após a entrevista de Rossoni no quadro Olho no Olho - com Joice Hasselmann

Fruet pulando do Ninho - PSC é o time!


Fruet conversa com a tropa de Ratinho Jr

O ex-deputado federal Gustavo Fruet (ainda no PSDB) foi flagrado num descontraído almoço nesta segunda-feira (14) no restaurante NOTUBO, na rua Visconde de Guarapuava, em Curitiba, com a tropa do deputado federal Ratinho Jr. (PSC).

Fruet, que não esconde de ninguém o desconforto no ninho tucano, recebeu convite para disputar a prefeitura da capital do presidente municipal do PSC, ex-vereador Antonio Borges dos Reis.

Testemunhou o encontro o empresário Sérgio Yamawaki, filho do recém-empossado vereador Jorge Yamawaki (PSDB), que entrou no lugar de Osmar Sabag (diretor do Lactec).

Ratinho Jr., presidente estadual do PSC, foi o deputado federal mais votado no Paraná com 358 mil votos. Em Curitiba, o moço conquistou 98 mil votos ou 10,22% dos votos válidos.

Em um possível embate entre Fruet e o atual prefeito Luciano Ducci, racharia o grupo o que tornaria a vida de Ratinho Jr mais fácil.

Se não pode com ele, junte-se a ele!


Rossoni em entrevista a Joice Hasselmann diz que não confia na Polícia.



Em entrevista a jornalista da Band News Curitiba Joice Hasselmann, o Presidente da ALEP Valdir Rossoni (PSDB) diz que não abre Boletim de Ocorrência mesmo recebendo "ameaças". Também sabatinado, Rossoni não falou em nomes de fantasmas e de pessoas que o ameaçaram. Duvidoso não?

Falou também que é de responsabilidade da Promotoria do Estado a investigação dos Fantasmas da ALEP e assim que identificados serão cortados e deverão apresentar documentos.

Disse que sua preferência para a candidatura da prefeitura de Curitiba em 2012 é Gustavo Fruet (PSDB), pois é presidente da sigla no estado e defende seu partido.

ADEUS RONALDO FENÔMENO



Ídolo menciona limites físicos e dores: 'Nos último dias, chorei feito um neném'. Anúncio será feito oficialmente às 12h40, no CT do Corinthians.


O melhor jogador de futebol do mundo em 1996, 1997 e 2002 havia revelado mais cedo, no próprio domingo, ao jornal "O Estado de S. Paulo".

- Não aguento mais. Eu queria continuar, mas não consigo. Penso uma jogada, mas não executo como quero. Tá na hora. Mas foi lindo pra caramba – contou Ronaldo a Daniel Piza.

A última frase tira um pouco da melancolia da decisão, impressão reforçada por outra declaração divulgada pelo “Fantástico”:

- Os últimos dois anos no Brasil foram os mais incríveis da minha vida.

Duas vezes campeão do mundo com a seleção brasileira, três vezes melhor jogador de futebol do planeta, maior artilheiro da história das Copas... Ronaldo se despede dos campos, mas deixa seu nome escrito na história do esporte. O Fenômeno, que também ergueu taças no Brasil, na Espanha, na Holanda e na Itália, é um verdadeiro colecionador de glórias e títulos.

ADEUS FENÔMENO.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O poder nas mãos do empregado



Economia aquecida coloca profissionais qualificados em posição favorável, com opção de escolher o emprego e ganhar mais

Publicado em 13/02/2011 | BRENO BALDRATI

Com taxa de desemprego de 5,3%, a menor da série histórica do IBGE, o mercado de trabalho brasileiro vive um momento único para a mão de obra qualificada. A demanda por profissionais especializados cresce a uma velocidade acima da oferta, colocando o poder de barganha nas mãos de quem possui um bom currículo, experiência diversificada e domínio de idiomas estrangeiros. Profissionais que atuam em áreas que exigem conhecimentos técnicos – engenharia, TI e cargos de média e alta gerência, por exemplo – são ainda mais valorizados. Na briga para manter e atrair esses talentos, as empresas estão adotando políticas mais agressivas de remuneração, pacotes de benefícios mais generosos e flexibilizando o horário e o ambiente de trabalho.

A ALL, maior operadora de ferrovias da América Latina, com sede em Curitiba, oferece bônus de até 16 salários para os funcionários que atingem as metas. Eles também têm a opção de receber em “stock options” – o direito de adquirir ações da companhia. “A remuneração variável é um grande incentivo para os trabalhadores apresentarem resultados acima da média”, diz Marcela Marques, coordenadora de Desenvolvimento de Gente da ALL.

Retenção

Salário nem sempre é o maior motivador

Pesquisas recentes sobre o comportamento profissional mostram que, a partir de um nível salarial, a remuneração tende a não ser o fator que mais pesa para a permanência de um funcionário numa empresa. As variáveis que passam a influenciar a decisão incluem a possibilidade de desenvolvimento da carreira e a qualidade de vida. “Valores, preparação de liderança e a questão da qualidade de vida estão influenciando cada vez mais os profissionais. É a busca por um equilíbrio maior entre a vida profissional e pessoal”, diz Glaucy Bocci, gerente do Hay Group, consultoria global de gestão de negócios.

Na condução do processo para a formação da nova diretoria da Ouro Verde, Karlis Kruklis conta que a oportunidade de crescimento prevaleceu sobre a remuneração na decisão dos profissionais que entraram na empresa. “Os diretores que foram contratados ou promovidos estavam mais preocupados em crescer, se desenvolver e implementar suas ideias e projetos do que com o salário. Muitas empresas tolhem a iniciativa dos funcionários e isso gera frustração”, afirma.

A oportunidade de crescimento foi o grande atrativo para Rodrigo Cesar Oliveira, 23 anos, entrar para a ALL, onde participou do programa de pós-graduação em Engenharia Ferroviária da Universidade Corporativa da empresa. Ele vê o curso como grande diferencial da sua carreira. No último mês, foi promovido a coordenador de operações e em breve deve trocar Maringá, no Noroeste do estado, por Bauru, no interior de São Paulo. “Entrei pelo programa de trainee e tive a oportunidade de fazer uma pós que não existe nas universidades brasileiras. Como são poucos profissionais especializados em ferrovias, e esse é um campo com demanda em alta, acho que foi uma boa escolha para a minha carreira”, pontua.

Para Carla Virmond Mello, diretora da Acta e da DBM no Paraná e Santa Catarina, consultoria especializada em gestão humana, a retenção do talento é mais eficaz quando a empresa se preocupa em propor desafios aos profissionais. “O que a gente percebe é que bons programas de avaliação de desempenho e de mapemento de talentos para estabelecer as políticas de sucessão, por exemplo, são fatores importantes no auxílio à retenção dos talentos nas organizações”, diz.

Durante dez anos, dois pesquisadores da Universidade de Erlangen Nuremberg, na Alemanha, acompanharam as mudanças no sucesso objetivo (remuneração, posição hierárquica na empresa) e no sucesso subjetivo (satisfação com o trabalho) de profissionais de diferentes áreas. Ao verificar o nível original e as mudanças ao longo do tempo dos dois indicadores, a conclusão do estudo foi de que o sucesso subjetivo tem mais influência sobre o sucesso objetivo do que o contrário, ou seja, os profissionais que tinham mais satisfação em seu trabalho acabaram ganhando mais e ocupando cargos mais importantes. Um cargo importante ou um salário alto, porém, não apresentaram impacto na satisfação pessoal com o emprego.

O americano Daniel Pink, autor de Motivação 3.0 – Os Novos Fatores Motivacionais que Buscam Tanto a Realização Pessoal quanto Profissional (Elsevier, R$ 47), defende que as políticas pautadas puramente na recompensa acabam gerando uma piora na performance profissional. Recursos como promoção, remuneração e punição serviam para o século 20, mas não mais, afirma ele. Segundo Pink, três pilares sustentam a motivação de um trabalhador que exerce uma função que exija o mínimo de esforço intelectual (o mesmo não vale para cargos puramente operacionais): autonomia (a necessidade de guiar a própria vida), domínio (o desejo de se tornar melhor em algo que importa) e propósito (a sensação de fazer algo em serviço de um bem maior do que nós próprios). (BB)

Estudo da Hay Croup, uma consultoria de gestão, revela que os executivos brasileiros são os que recebem o maior bônus do mundo em proporção ao salário fixo. A remuneração variável no Brasil chega a 42% do total recebido no ano – maior do que a oferecida na Alemanha, China, Estados Unidos, Índia e França. Uma das explicações para o fenômeno é o sistema tributário brasileiro, que impõe menos custo sobre bônus e Participação em Lucro e Resultados (PLR) do que sobre o salário base.

Pelo menos outras duas formas de políticas de remuneração estão se tornando comum em Curitiba e região. O “retention bônus”, uma espécie de anuênio mais abastado, pago cada vez que o funcionário completa um ciclo dentro da empresa, e a oferta de luvas em casos de contratação. “O pequeno número de profissionais especializados está sendo disputado quase a tapa. De um ano pra cá, as empresas estão pagando até 12 salários adiantados para garantir uma contratação”, diz Cristian Kim, diretor regional da Manpower, empresa internacional de recrutamento de pessoal.

Governança

A profissionalização da gestão de empresas familiares no Brasil, um movimento crescente nos últimos anos, também cria oportunidades, especialmente para profissionais com experiência em multinacionais, onde já tiveram contato com as práticas que agora estão sendo implementadas pelas companhias nacionais. Um exemplo recente no mercado paranaense foi a ida de Karlis Kruklis para a Ouro Verde, empresa de transporte e logística. Ex-diretor financeiro da GVT e responsável pelo processo de abertura de capital da empresa de telecomunicação, ocorrido em fevereiro de 2007, ele assumiu a presidência da Ouro Verde no ano passado. “O que me atraiu muito foi a agilidade do poder de decisão, sem a demora típica das multinacionais. Numa economia aquecida, é algo essencial”, diz.

A Asap, empresa de recrutamento e seleção de executivos de média gerência (salário anual entre R$ 60 mil e R$ 200 mil), conta que é raro que um novo posto seja preenchido por alguém que está desempregado. “Cerca de 99% das posições que a gente preenche aqui no estado são com profissionais que estavam trabalhando em outra empresa. O mercado está caçando”, diz Ricardo Haag, diretor da regional Sul da Asap.

Escolha

Depois de passar por grandes empresas de varejo – Souza Cruz, Ambev e Kraft – o executivo Marcelo Correia Pi­­­ero­­­bon deixou a Schin­chari­­ol, no fim de outubro passado, em busca de novos desafios. Ele recusou seis propostas até encontrar um cargo que lhe agradasse. Desde dezembro, ocupa a direção-geral da Via­­­ção Cata­­rinense, do Grupo JCA­­­­, holding de transporte ro­­­doviário que controla também a Cometa e a Viação 1001, en­­­tre outras. Com a mudança, o salário base de Pierobon cresceu 45%. “O mercado aquecido de hoje proporciona alçar voos diferentes”, afirma.

Christiano de Oliveira, diretor regional da Fesa, empresa especializada no recrutamento de altos executivos e com escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, conta que os próprios clientes que buscam o serviço de consultoria mudaram ao longo dos últimos anos. “A maior parte das empresas que contratavam o serviço de ‘executive search’ eram multinacionais. Hoje, já não é mais assim”, afirma.