quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A eleição da Presidência da Câmara Municipal de Campo do Tenente


Por que o atual Presidente da Câmara de vereadores quer a reeleição do legislativo de Campo do Tenente?






* Está claro que o candidato da atual situação para as eleições municipais é o vice-prefeito da nossa cidade;
* Fuscão, vereador e atual presidente da Câmara de Campo do Tenente com seu irmão na linha de frente para concorrer o executivo de 2011, não irá contra. Coloca o "rabinho"entre as pernas e não sai a candidato ao cargo maior do executivo municipal;
* Em várias Câmaras municipais, a reeleição da mesa diretora é proibida. Porque em nossa bela cidade não acontece o mesmo?

Fica aqui a sugestão ao vereador e atual Presidente do legislativo deixe o cargo da Presidência e que outro vereador possa dar sangue-novo ao legislativo de Campo do Tenente para que as coisas fiquem mais transparente.

Caso contrário, vamos colocar alguns assuntos a população que estão ocorrendo no legislativo municipal.

Leandro Bogarim
PSC de Campo do Tenente
Presidente

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Os "Profissionais da Política" com os dias contados.


* Vagas abertas para Prefeito e Vereador

Deveria ter este nome ao invés de "Eleição", nos dias de hoje ser candidato à qualquer cargo político é sinônimo de Vaga Temporária de Emprego com alta remuneração, quem não quer ganhar muito e trabalhar pouco?

Enquanto a maioria dos trabalhadores tem que acordar cedo e ralar muito por 240 horas mensais para ganhar o mínimo para sobreviver, a maioria dos políticos trabalham muito poucas horas mensais para ganhar altos salários, eu sempre considerei que função de político deveria ser um trabalho voluntário, como é em alguns países desenvolvidos. Puro desejo e preparo para cuidar dos interesses da comunidade e não dos próprios interesses. Claro, com uma legislação "rigorosa" para prevenir eventuais atos de corrupção, porque por aqui, abaixo da linha do Equador (e vamos combinar que acima também) a grande maioria dos nossos políticos não resiste a um dinheiro por debaixo dos panos, não que eles não possam tem uma remuneração ou uma pequena ajuda de custos para viagens, mas nada de extravagância em hospedagens em hotéis de luxo e refeições em restaurantes caros.

Além disso quando conversamos com alguns desses "Profissionais", os mesmos se acham os "sabe tudo" e como usam a boca antes do cérebro, imaginem o que sai?

Os tempos mudaram e eles ficaram no passado. O geração Y e X estão aí e fazem a diferença pois não dependem do sistema e não tem medo de falar a verdade!

domingo, 14 de novembro de 2010

Ratinho Jr é contra a CPMF



"A CPMF é uma saída que pegaria mal entre a população”, diz Ratinho Júnior.

Fonte: Gazeta do Povo

Os nomes fortes do Paraná para Dilma

Os nomes mais lembrados para ocupar postos chaves na futura administração Dilma:

- Paulo Bernardo (Casa Civil)
- Orlando Pessuti (Ministério das Cidades)
- Osmar Dias (Ministério da Agricultura)
- Gleisi Hoffmmann (Ministério do Planejamento)
- Jorge Samek (Itaipu Binacional)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O bom é inimigo do Melhor!

Como não se deixar sucumbir pelas tentações em uma liderança ou em uma organização bem sucedida.

O bom geralmente é inimigo do melhor. A primeira razão pela qual alguns líderes nunca chegam a ser excelentes é porque eles são bons e estão à frente. Por causa disto eles param de crescer, de aprender, de correr riscos e param de mudar. Normalmente eles se apóiam em suas marcas dos sucessos obtidos anteriormente como evidências para justificar aonde chegaram. Eles acreditam em seus próprios caminhos e se fecham para todos os demais. Esses líderes dessas organizações bem-sucedidas são capazes de escrever seus conceitos e produzem seus próprios manuais e formulas. Quando atingem esse ponto, suas organizações param de crescer e passam para uma mentalidade de manutenção.

Enumero alguns fatores que devem ser evitados a fim de que sua organização e liderança continuem crescendo e competindo no mercado. A chave para vencer essas tentações é ter consciência desta realidade. Quanto mais consciente você esteja mais facilmente você reconhecerá a ação que deverá tomar para evitá-la.

1. Líderes de organizações bem-sucedidas param de investir em si mesmos.

Por quê? Porque eles pensam que já conseguiram tudo o que precisavam. Eles continuam trabalhando duro em suas empresas, mas pararam de investir em si mesmos. Eles usam suas experiências e recordes como desculpas para não mais ler bons livros ou freqüentar cursos. Workshops ou seminários etc. A justificativa para esta atitude é baseada em suas conquistas e habilidades que aprenderam no passado e descansam no sucesso conquistado.

Qual é o remédio: Continuar investindo em si mesmo enquanto trabalha duro em sua empresa. Esteja comprometido em um programa pessoal de crescimento onde você deliberadamente desenvolve suas habilidades. Torne isto uma disciplina pessoal. Quanto mais você crescer, mais ganha credibilidade e competência para fazer outros crescerem juntamente contigo. No entanto, quando você pára de crescer, você não fica apenas estacionado, mas impedirá que aqueles que você lidera também cresçam.

2. Líderes de organizações bem-sucedidas param de pensar grande

Por quê? Quando a equipe está formada, alguns líderes começam a achar que estão seguros. Eles param de jogar para vencer e começam a jogar para não perder. No inicio eles pensavam grande e inovavam, pensavam em vencer, agora pensam em como manter o sucesso obtido. Eles perdem a fome e passam mais tempo mantendo o que conseguiram, do que exercitando para crescer.

Qual o remédio: Nunca tire o pé do acelerador para descansar, refletir e nunca celebre demasiadamente porque é mais fácil de acelerar enquanto está em movimento do que arrancar quando está parado. Para continuar com fome e pensando grande faça o seguinte:
a. Quando você estiver indo bem, vá as compras. Um dos melhores caminhos para exercitar seu pensamento e afastar o conforto e a rotina é visitar companhias que estão indo melhor do que você.
b. Acelere sua insatisfação. Mantenha-se insatisfeito pelo que já conseguiu. Isto não significa que nunca vai ser grato pela conquista ou nunca estará satisfeito. Insatisfação é um meio criativo para continuar crescendo e chegar a ser melhor do que você já é. Trabalhar pesado em você mesmo e investir exaustivamente em sua equipe é o grande segredo.
c. Desenvolva uma mentalidade que jamais perderá um cliente sequer para o seu concorrente.
d. Continue estabelecendo alvos para sua equipe. Um alvo somente é eficaz quando te força a mudar, quando te força a tomar grandes decisões e ações ousadas. Se você alcançar seus alvos sem muito esforço é porque eram pequenos de mais.

3. Líderes de organizações bem-sucedidas param de liderar de frente.

Por quê? Quando conseguem resultados em seu negócio e a empresa continua caminhando eles pensam que tudo está sob controle. Então pegam o controle remoto e senta no escritório, de onde presidem e administram distante daqueles que lideram.

Qual é o remédio: Mantenha-se engajado junto com sua equipe e faça o seguinte:
a. Freqüentes reuniões onde sua presença faz diferença positiva
b. Esteja envolvido na contratação de funcionários, esta é uma tarefa intransferível.
c. Conduza um a um de seus liderados nas seções de coaching com todo o seu potencial
d. Gaste tempo desenvolvendo relacionamento com as pessoas. Liderança se concretiza por relacionamentos.
e. Elogie aqueles que se esforçaram no alcance dos alvos e confronte aqueles que tiveram um desempenho pobre rapidamente.
f. Comunique a visão e valores de sua organização de forma clara e constante.

4. Líderes de organização bem-sucedidas param de investir na vida de outros.

Por quê? Líderes bem-sucedidos olham para os resultados. É como se eles dirigissem um carro olhando pelo retrovisor. Convenceram a si mesmos de que são bons, sem eles nada teria acontecido. Por isto deixam de delegar, compartilhar liderança. Por esta razão eles acumulam mais e mais responsabilidades ao invés de desenvolver liderança e compartilhar com sua equipe.

Qual o remédio: Comprometa-se a criar uma equipe consistente e invista em todos os empregados mentoreando cada um deles a fim de que estes alcancem o máximo de seu potencial. Evite fazer com que as pessoas sejam dependentes de você. Desenvolva líderes em todos os níveis a fim de multiplicar sua liderança e eficácia.

5. Líderes de organizações bem-sucedidas param de cobrarresponsabilidades de seus liderados

Por quê? Se os resultados estão sendo satisfatórios e não há crise, por que cobrar das pessoas e pressioná-las por resultados? Tudo está indo muito bem.

Qual é o remédio: Redefina os objetivos da empresa fim de criar expectativas, então às pessoas tornarão mais focadas e são pressionados a ter um desempenho mais positiva.
a. Responda rapidamente quando as pessoas deixarem a desejar. Lembrem-se de que as pessoas não fazem aquilo que esperamos, somente aquilo que cobramos.
b. Reconheça e valorize em público aqueles que estão acima da média em seu desempenho.
c. De forma proativa contrate novos talentos para reduzir a chances de ficar abaixo do que pode produzir.

6. Líderes de organizações bem-sucedidas começam a abandonarsuas bases

Por quê? A tendência natural de quem está indo bem é deixar que as pessoas comecem desistir das disciplinas e decisões que os fizeram bem-sucedidos.

Qual o remédio: Repense as disciplinas que o fizeram bem-sucedido
a. Mantenha-se focado. Nunca esqueça os valores que o fizeram bem-sucedido.

Prefeitura Paralisada em Campo do Tenente


Prefeitura de Campo do Tenente paralisa serviços

A atual administração da prefeitura de Campo do Tenente está tomando diversas medidas na tentativa de conter despesas e encerrar o ano com o caixa menos negativo possível, de preferência sem dívidas. A prefeitura ficará “quase” parada até o final do ano. “Precisamos segurar o máximo possível para não fechar o ano no vermelho”, confessa o prefeito Celso Wenski.

Todos os serviços ligados à construção civil que eram de responsabilidade da prefeitura foram interrompidos. O programa “quarta do atendimento”, quando o prefeito se dedicava exclusivamente para atender a população, também está suspenso. E os trabalhos do Setor Rodoviários só acontecem com a contra-partida da comunidade no combustível. Celso Wenski admite que houve um grande volume de serviços por parte da prefeitura durante a campanha eleitoral. “Isso é natural, todos os prefeitos fazem dessa forma, mas agora o momento é de fechar a torneira”, relata.

Segundo o prefeito, é possível que nas próximas semanas alguns servidores em comissão sejam dispensados. Serviços de terceiros também serão paralisados. “Queremos manter a prefeitura em ordem e por isso precisamos cuidar dos gastos”, informou.


Fonte: O Regional Piên

domingo, 7 de novembro de 2010

Somos mais de 7.000 Habitantes em Campo do Tenente

Foi concluída na última semana, em todos os municípios da região, a coleta de dados referente ao Censo 2010. Durante os últimos três meses, os recenseadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE visitaram milhares de residências nos municípios circunvizinhos para saber quantos são e como vivem os moradores, a exemplo do que vem ocorrendo em todo o Brasil.

A coleta começou no início de agosto e o prazo para o trabalho era de quatro meses. Porém, em todas as cidades da região o trabalho foi cumprido com bastante antecedência. De acordo com os dados provisórios, muitas cidades superaram as estimativas populacionais feitas para o ano de 2009.

Segundo dados preliminares do IBGE, Campo do Tenente teve um número de 7.121 recenseados, bem mais do que os 6.715 estimados de 2009.

fonte: http://www.oregionalpien.com.br/

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Forbes escolhe Dilma como 16ª pessoa mais poderosa do mundo


do site: Dep Federal Vacareza (PT/SP)



Hu Jintao supera Barack Obama e fica no topo da lista que inclui Merkel, Putin, Cameron e até Julian Assange e Osama bin Laden

Do iG São Paulo

A presidenta eleita do Brasil Dilma Rousseff foi eleita a 16ª pessoa mais poderosa do mundo pela revista “Forbes”. Dilma ficou à frente do presidente da França, Nicolas Sarkozy, e da secretária de Estado americana, Hillary Clinton. O outro brasileiro da lista é o empresário Eike Batista, que ficou na 58ª posição.

A revista disse usar quatro critérios para definir a lista dos mais poderosos: se eles influenciam um grande número de pessoas; se possuem “riqueza significativa” em comparação a seus colegas; se são poderosos em “mais de uma esfera”; e se exercem o poder ativamente.

No topo da lista ficou o presidente da China, Hu Jintao, que governa um país com população de 1,3 bilhão de pessoas. Jintao superou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que ficou em segundo lugar. A mulher mais bem colocada é a chanceler alemã, Angela Merkel, em sexto lugar.

Também no “top 10″ estão o rei da Arábia Saudita, Abdullah bin Absul Aziz al Saud (3º); o primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin (4º); o papa Bento 16 (5º); o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron (7º); o chefe do Federal Reserve (Banco Central americano), Ben Bernanke (8º); a presidente do Congresso Nacional Indiano, Sonia Gandhi (9ª); e o fundador da Microsoft, Bill Gates (10º).

O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, ficou em 40º, enquanto Julian Assange, criador do site especializado em divulgar documentos secretos WikiLeaks, ficou em 68º. O líder da rede terrorista Al-Qaeda, Osama bin Laden, também aparece na lista, na 57ª posição. Veja a lista completa no site da Forbes.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Dilma não dependeu do Norte e Nordeste, nem do Bolsa Família e não houve Norte x Sul


Pretendia começar este período pós-eleitoral fazendo uma avaliação da vitória de Dilma Rousseff, mas sou obrigado a dar minha pequena contribuição ao combate do mais recente mito que circula na internet e até entre analistas. Mito só não, um verdadeiro preconceito regional que desvirtua a análise de dados simples: refiro-me, claro, à idéia rapidamente difundida de que a vitória de Dilma teria sido garantida pelos nordestinos ou ao menos pelos nortistas somados aos nordestinos. O assunto mal esconde 3 pontos que muitas vezes se retroalimentam: 1) o preconceito puro e simples daqueles sul-sudestinos que, descontentes com o resultado eleitoral, dizem asquerosamente que “foi culpa do Nordeste”; 2) a idéia que vem surgindo desde 2006 de que vem havendo uma divisão política do Brasil em duas partes: uma porção sul mais tucana e outra porção norte mais lulo-petista e 3) a simplificação também preconceituosa de que a vitória de Dilma é coisa do Bolsa Família (ou seja, a preconceituosa frase do “Nordeste votou com o estômago”). Pois bem, vamos ver por que são absurdos?

1) O primeiro ponto é tão fácil de rebater que chega a parecer absurdo sequer ter que tratar disso: como é que a causa da vitória de Dilma estaria no Norte e Nordeste se 53% dos votos dela vieram do Sul e Sudeste? Posto de modo mais simples ainda: como se vê na tabela abaixo, se apagarmos do mapa todos os 26.077.771 eleitores do Nordeste, ainda assim Dilma ganharia as eleições. Se apagássemos todos os votos de Norte e Nordeste, também. E aliás, se apagássemos Norte, Nordeste e Centro-Oeste, ela ainda assim teria vencido no domingo. O Brasil ainda assim seria governado pela petista.



2) Tampouco é exatamente verdadeira a tal da divisão entre dois Brasis eleitorais de que se vem falando. Quando olhamos o mapa feito pelos portais pintando de azul os estados em que Serra ganhou e de vermelho aqueles em que a vitória foi de Dilma, como esse aqui do IG, dá mesmo a impressão de que o resultado foi a vitória do Brasil de cima contra o Brasil debaixo. Bobagem: quando se utiliza esse tipo de critério para “pintar um mapa” incorre-se em um erro básico: mesmo em um estado no qual um candidato João tivesse apenas 1 votinho a mais do que o candidato Pedro, esse estado seria pintado com as cores do candidato João. Mas seria possível dizer que o candidato Pedro, que perdesse ali por apenas um mísero voto, foi fraco nesse estado? Vejam o caso real deste segundo turno no estado de Goiás: ali, Serra teve 1 ponto percentual e meio a mais do que Dilma Rousseff. Pode-se dizer que esse estado não a referendou, não deu sustento a sua candidatura, não fez parte sua vitória? Uma forma de começar a mostrar para vocês o que quero dizer seria fazermos dois outros mapas. No primeiro, os estados onde a diferença entre Dilma e Serra foi de 5% ou menos, terão a cor cinza e não vermelha ou azul. No segundo, estarão em cinza os estados em que essa diferença foi de 10% ou menos.


Vejam que um mapa desse tipo, mais próximo do que se recomenda para esse tipo de análise, desfaz bastante das teorias regionalistas. Fica bem bem mais tênue a idéia da divisão. Houve uma batalha mais acirrada na maior parte do país. Na verdade, quando vamos aos detalhes dos dados, o que fica evidente é que Dilma foi bem em todos os estados, ficando abaixo dos 40% dos votos apenas em dois, pouco expressivos eleitoralmente: Acre e Roraima (no Norte, aliás). Enquanto Serra teve menos de 40% em dez estados. E chegou a ficar mesmo com menos de 30% e até menos de 25% em alguns. Ou seja, o ponto onde quero chegar é que os resultados dessas eleições não indicam um Brasil dividido: Dilma foi bem em todos os estados. Quem teve sua votação concentrada regionalmente foi Serra. Ele sim dependeu basicamente do Sul e de São Paulo para ter seu desempenho. A prova disso fica evidente quando olhamos a diferença de votos entre os candidatos por região e não por estado. No Sul, a diferença pró-Serra foi de 7,78 pontos percentuais. E no Centro-Oeste ele venceu por ainda menos, meros 1,84 pontos percentuais. Por outro lado, veja-se: no Sudeste, quem venceu foi Dilma, ainda que por diferença de 3,75 pontos. No Norte, a petista teve 14,86 pontos percentuais a mais e, no Nordeste, teve aí sim uma vitória acachapante: incríveis 41,16 pontos a mais do que Serra. Ou seja, repetindo: Dilma foi eleita em todo o país. Se há alguma divisão Norte-Sul é no apoio aos tucanos (em 2006 e 2010), não aos candidatos petistas.

3) Quanto à questão dos votos vindos do Bolsa Família, é claro que não se pode saber o que motivou cada voto, já que a urna não faz perguntas. Mas algumas pistas são suficientemente evidentes. Primeiro, o óbvio: os 56% dos votos que Dilma teve estão bem acima dos cerca de 35% de brasileiros cujas famílias recebem o benefício. E é claro, o que temos de indício para imaginar que todos esses brasileiros que recebem no Bolsa Família votaram Dilma? Nada. Pelo contrário: se a memória não me falha, pesquisas de intenção de voto ao longo desses meses indicavam que cerca de 70% dos beneficiários votavam nela, não todos. Agora vejam: 70% dos cerca de 35% de brasileiros beneficiados pelo programa é igual a 24,5%. Portanto, na melhor das hipóteses, metade dos votos de Dilma vieram de pessoas influenciadas pelo Bolsa Família. Tantos nordestinos votaram na petista porque a economia da região viveu no governo Lula uma situação de desenvolvimento inédita, crescendo a taxas chinesas e com as classes baixas tendo sua renda crescendo muito acima da renda das classes altas.


Portanto, podemos discutir muitas questões interessantes sobre os porquês da vitória de Dilma e da derrota de Serra. Mas seguramente, simplificações regionalistas não cabem. Nem aquelas derivadas de interpretações toscas dos dados, e muito menos as que derivam do mais sujo preconceito. E não custa lembrar: vitoriosos e derrotados, simpatizantes e antipatizantes, dilmistas ou serristas: preconceito tem de ser condenado a despeito de nossa coloração ou preferência. E tanto a grande imprensa quanto a internet, ao deixar de abordar abertamente o assunto para esclarecimento do público, prestam no mínimo um enorme desserviço ao país. E no máximo, uma inaceitável conivência. Nosso modo clássico de lidar com temas espinhosos não pode imperar: não falar do assunto é desleixo com meio Brasil ou conivência com a meia dúzia de preconceituosos.